13 de agosto de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Políticos reagem ao atentado em Suzano e debatem sobre porte de armas

Tragédia refletiu entre os políticos e o assunto inevitavelmente veio à tona

Oito pessoas foram mortas em uma escola de Suzano (SP), por dois atiradores, que logo depois tiraram a própria vida, nesta quarta-feira (13). E a tragédia refletiu entre os políticos e um assunto inevitavelmente veio à tona: a liberação de porte de armas no país.

“Para você enfrentar uns demônios armados desses só mesmo com instrumentos semelhantes. Se a legislação no Brasil permitisse o porte de armas, um cidadão de bem na escola, seja um professor ou um servente, evitaria a tragédia, impedindo que prosseguissem a marcha da morte deles”. Major Olímpio, senador (PSL-SP).

“Meus sentimentos a todos os familiares das vítimas covardemente assassinadas no colégio em Suzano. Mais uma tragédia protagonizada por menor de idade e que atesta o fracasso do malfadado estatuto do desarmamento, ainda em vigor”. Flávio Bolsonaro, senador (PSL-RJ).

“Eu não vejo essa questão. Vai dizer que a arma que eles estavam usando era legal? Não tem nada a ver”. Hamilton Mourão, vice-presidente.

“O porte de armas irrestrito e amplamente liberado a toda população vai dar instrumento para que o assassinato massivo se torne endêmico e cotidiano. A lei anticrime do ministro Moro é o encontro marcado com tragédias como a de Suzano”. Dilma Roussef, ex-presidente (PT).

“Tragédias como essa mostram como o debate sobre o controle de armas precisa ser mais responsável.” Marcelo Freixo, deputado federal (PSOL-RJ) .

“Lamentamos profundamente o ocorrido na E.E Professor Raul Brasil, em Suzano, que vitimou 8 pessoas, além dos assassinos. Precisamos ter responsabilidade no debate sobre o controle de armas. Nossa solidariedade e orações aos familiares e a comunidade escolar neste momento triste.” Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo.

Desarmamento

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou, em Brasília, um decreto que flexibiliza a posse de armas no país. Mas o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, parece não estar preocupado com o aumento de armamento nos domicílios brasileiros. Nem mesmo o risco para as crianças.

“A gente vê criança pequena botar o dedo dentro do liquidificador e ligar o liquidificador e perder o dedinho. Então, nós vamos proibir os liquidificadores? Não. É uma questão de educação, é uma questão de orientação. No caso da arma, é a mesma coisa. Então, a gente colocou a exigência de cofre para mais uma vez alertar e proteger as crianças e os adolescentes”. Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, homem forte do governo Bolsonaro.

Segundo Lorenzoni, é preciso “cuidado redobrado” com arma. Ele afirma ter criado quatro filhos com uma arma dentro de casa e todas foram ensinadas a não brincar com a mesma. Entretanto, ele não falou em cuidado redobrado com utensílios domésticos.

O ministro defendeu ainda o direito do cidadão circular com a arma de fogo na área rural, já que é possível se deparar “com cobras, onças e bandidos”.