28 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
Política

Bolsonaro culpa vítimas das enchentes em SP: ‘faltou visão de futuro’

Em visita ao local de soterramento, presidente culpou quem construiu as casas no local e resolveu morar por lá

O estado de São Paulo vem sendo atingido por fortes chuvas desde a última sexta-feira (28). O dilúvio, que provocou um rastro de destruição em municípios de SP e provocou a morte de pelo menos 24 pessoas. Já para o presidente Jair Bolsonaro, o culpado é certo: as pessoas que construíram e resolveram morar na região.

Somente em Franco da Rocha foram oito óbitos registrados, mas segundo Jair, “faltou alguma visão de futuro” por parte de “quem construiu” as residências nas áreas de risco.

“A visão aérea, do rastro de destruição é algo que nos marca. Muitas áreas onde foram construídas residências, faltou obviamente alguma visão de futuro por parte de quem construiu. Bem como por necessidade também, as pessoas fazem nessas áreas de risco”. Jair Bolsonaro, presidente.

Foto: Indianara Campos

Bolsonaro, vale lembrar, não visitou cidades atingidas por chuvas, que fizeram várias vítimas em cidades da Bahia e Minas Gerais – ao invés disso, preferiu seguir de férias, que foram interrompidas apenas até ele “comer camarão sem mastigar”.

O presidente sobrevoou a região ao lado de seis ministros e, após desembarcar em Francisco Morato teve um encontro com prefeitos para debater possíveis medidas de assistência do governo federal às cidades prejudicadas.

“Nos apresentamos aos prefeitos para mostrar o que podemos fazer, o que nós temos à disposição para minorar o sofrimento das pessoas. Lamentamos as mortes. Sabemos que muitas vezes as pessoas constroem a sua residência por necessidade em local que dez, 20, 30 anos depois, o tempo leva a desastres”. Jair Bolsonaro.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, explicou que “os prefeitos vão dizer qual é a necessidade de cada prefeitura. Ele Marinho citando R$ 470 milhões por causa das chuvas.

Os recursos, aliás, já estariam garantidos: seriam 700 milhões de reais para o Ministério da Cidadania, pouco mais de 400 milhões de reais para Infraestrutura e mais 550 milhões de reais para o Desenvolvimento Regional. Marinho disse que Bolsonaro já se colocou à disposição para alocar mais recursos se houver necessidade.