Bolsonaro lava as mãos sobre violência da extrema direita

Presidenciável afirmou que "a violência" e "a intolerância", na verdade, vêm do outro lado

Questionado sobre os atos de violência ocorridos em diversos locais do Brasil nos últimos dias, o candidato a presidência Jair Bolsonaro (PSL) disse, nesta terça-feira (9) que lamenta, mas não tem como controlar o que chamou de “casos isolados”.

Ele reclamou que o próprio havia sofrido um ataque, no dia 6 do mês passado, durante ato de campanha. “Quem levou a facada fui eu, pô. O cara lá que tem uma camisa minha e comete um excesso, o que é que eu tenho a ver com isso?”, indagou.

“Culpa é da esquerda”

“Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam. São casos isolados que a gente lamenta e espera que não ocorram”, afirmou Bolsonaro. Em seguida, o presidenciável afirmou que “a violência” e “a intolerância”, na verdade, vêm do outro lado. “Eu sou a prova, graças a Deus, viva disso daí”, comentou.

Na madrugada desta segunda-feira (8), o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, que votou em Fernando Haddad (PT), foi morto a 12 golpes de facada após uma discussão política em Salvado, por um agressor apoiador de Bolsonaro.

No dia anterior, uma jornalista contou ter sido agredida e ameaçada de estupro depois de votar por dois homens, e que um deles vestia camisa do candidato do PSL.

E na noite desta terça (8), um estudante da UFPR, que usava um boné do MST, foi violentado em frente à Universidade por membros de uma torcida organizada aos gritos de “Aqui é Bolsonaro!”.

O estudante sofreu lesões na cabeça causadas por inúmeras garrafas de vidro quebradas pelos agressores. Além disso, houve depredação à Cada da Estudante Universitária de Curitiba (CEUC), que teve vidros quebrados.

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