Bolsonaro não quer escolas públicas com internet e vai ao STF para vetar lei

Lei aprovada em fevereiro prevê conectividade nas escolas públicas para 14 milhões de estudantes
Com a lei, negros e índios teriam acesso a internet nas escolas públicas. Mas, Bolsonaro rejeita.

No mundo dominado pela tecnologia, com avanços da globalização nas áreas mais remotas de cada País, a internet tem sido ferramenta essencial e é um caminho sem volta em cada lugar para  o aprendizado e o desenvolvimento.

Menos no Brasil. Pelo menos do ponto de vista do governo federal. Afinal, o presidente Jair Bolsonaro decidiu que a internet não é necessária nas escolas públicas brasileiras.

Garantir acesso à internet a alunos e professores da educação básica da rede pública é uma estratégia de transmissão de conteúdo, proposto pelo sistema de ensino para  facilitar o aprendizado.

Bolsonaro, no entanto, diz não. E foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que o seu governo garanta a conectividade nas escolas brasileiras, proposta pela Lei 14.171, aprovada no Congresso, em fevereiro deste ano.

Na peça apresentada ao Supremo, o Bolsonaro afirma que a lei interfere na gestão material e de pessoal da administração pública e que o assunto só poderia ser tratado em uma iniciativa direta do Executivo, e não do Legislativo.

A lei prevê que 14 milhões de estudantes e 1,5 milhão de professores sejam beneficiados com a conectividade, cujos recursos seriam bancados pelo  Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

O texto prevê o benefício para alunos pobres das escolas públicas. Isso por que a lei exige que a família do estudante esteja inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) ou que ele esteja matriculado em escolas de comunidades indígenas e quilombolas.

Talvez, seja esse o problema. A lei quer acesso a conectividade também para índios e negros.

E claramente esse governo não tolera pobres.

 

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