24 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
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Com Mendonça, Bolsonaro ridiculariza a justiça e faz da mentira e ameaças uma política de Estado

E assim o silêncio impera no reino, em meio as pregações lilliputeanas do reinador.

Mendonça e Bolsonaro: a justiça em aparelhamento

O que esperar mesmo de André Mendonça no Supremo Tribunal Federal?

A rigor, nada além de um magistrado serelepe, sempre disposto a atender aos anseios de quem o colocou no cargo e do meio evangélico que habita.

E sobre isso, foi o próprio Jair Bolsonaro, padrinho do agora ministro, quem repetiu sua condição para indicar o “terrivelmente evangélico”, para ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Bolsonaro, então, não fez segredo: “Currículo até vale, mas para ser indicado é preciso tomar tubaína comigo”.

Ora, Marco Aurélio Mello era um ministro preparado intelectualmente, constitucionalista e sem receio de defender a cidadania no País.

O que se sabe de André Mendonça é que é afilhado do pastor Silas Malafaia e apadrinhado de Jair Bolsonaro, que insiste também no aparelhamento da corte de justiça.

Não vamos ter sobressaltos com ele lá. Indicação de quem?  E o que eu digo: Currículo, vale? Vale. Mas tem que olhar para ele em campo e ele sabe o que tem que fazer. Se não, não dá certo”.

Sem dúvidas que a justiça brasileira merecia um pouco mais de respeito. Mas, o que pontua é o silêncio no reino, em meio às pregações lilliputeanas do reinador.

A declaração  de Bolsonaro foi feita nesta quarta-feira, 15, durante o Fórum Moderniza Brasil – Ambiente de Negócios, um encontro com empresários brasileiros ocorrido em São Paulo, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

É impressionante como as instituições do País, por conveniência ou covardia, deixaram-se manipular por um ser que ofendeu a Constituição e cometeu todos os possíveis desatinos jamais vistos em uma autoridade da República.

Um homem que fez de ameaças e mentiras uma política de Estado.

Triste País.