Eis que a Procuradoria Geral da República pede ao Supremo Tribunal Federal que o Presidente da República, Michel Temer, seja incluído na investigação que apura o pagamento de propinas da Odebrecht aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).
Eles são investigados no processo em que o Ministério Público Federal batizou de “quadrilhão do PMDB”.
O pedido foi parar nas mãos do ministro Edson Fachin, que deverá decidir se acata ou não o pedido formulado pela procuradora chefe, Raquel Dodge.
O fato em si coloca mais uma vez o presidente do Brasil na berlinda, uma vez que já foi denunciado duas vezes por casos de corrupção e enfrentou processos de impeachment no Congresso, mas no entanto saiu livre, leve e solto.
A classe política se agrupou em torno dele por razões bem conhecidas da sociedade. Ou seja, a cada processo instaurado no congresso, em paralelo, foi montado também um verdadeiro mercado para a compra de parlamentares aos olhos de todos.
Em suma, não deu em nada. Temer continua fazendo suas estripulias como lhe convém e sob os aplausos dos seus aliados de ocasião e de coração.
Mas, a PGR quer mais um processo contra Michel Temer. E sabem no que vai dar? Em absolutamente nada.
Não é apenas uma opinião. É uma constatação. Principalmente depois do que disse o ministro “pitbull” do Planalto, Carlos Marun. Segundo ele, todos sabem que “Temer é um homem honrado”. E depois acrescentou com a certeza de quem conhece o caminho das pedras: “Podem processar que não vai dar em nada”.

O dito soou como um deboche contra as instituições fiscalizadoras, a justiça, enfim, contra a envergonhada sociedade brasileira que bateu panela em ritual para derrubar Dilma Rousseff da presidência com o argumento de que teria cometido “pedaladas”.
Na representação de Dodge contra Temer ela afirma que o presidente recebeu no Palácio do Jaburu um executivo da Odebrecht para tratar de uma propina de R$ 10 milhões. Dinheiro esse que dias após foi pago pela empreiteira.
Mas, como disse Marun, não vai dar em nada. Afinal, com R$ 10 milhões ninguém pedala…














