24 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
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Deputados alagoanos aprovam lei que beneficia o novo coronavírus

Quando um confeiteiro homofóbico se recusa a fazer um bolo de casamento pelo fato de os noivos serem LGBT ou um racista proíbe negros em seus restaurantes, a direita histérica defende o direito deles, pois, não se deve mexer com a sagrada e imaculada iniciativa privada.

Mas, na hora de interferir nos estabelecimentos privados, proibindo a exigência do cartão de vacinação aos clientes, essas criaturas emergem das profundezas para sabotar qualquer iniciativa de preservação da saúde.

Uma vergonha a lei aprovada nesta quarta-feira, 27, para a Assembleia Legislativa alagoana. Tudo para satisfazer a tara dos bolsonaristas pela morte e pelo sofrimento. A matéria, de iniciativa do deputado Antonio Albuquerque, teve resistência dos colegas Jó Pereira, Fátima Canuto, Ronaldo Medeiros e Francisco Tenório, porém, foi aprovada.

Alagoas volta a passar vergonha no cenário nacional. Segundo Medeiros, a pandemia de Covid-19 ainda não terminou, mesmo com a grande redução no número de casos e de mortes. Para ele, é mais sensato deixar que a exigência do passaporte vacinal fique a cargo dos proprietários dos estabelecimentos comerciais.

O comportamento do vírus é imprevisível. Apesar da traquilidade, que começou a perdurar com o avanço da vacinação, sob oposição raivosa dos bolsonaristas, não se sabe o amanhã. Caso haja um novo surto, o controle será dificultado pela estupidez dos deputados alagoanos que aprovaram essa lei.

Com a saúde não se brinca. Debochar dos mortos e sequelados pela Covid-19 é algo que não se faz. Que o diga Olavo de Carvalho.