
A imoralidade no meio político tem sido uma praxe ao longo dos tempos, mas nunca foi tão escancarada como na atualidade.
A Câmara dos Deputados é o exemplo real dessa aberração. Desde a falta de decoro entre os pares até a corrupção que recheia as contas bancárias de muitos de lá. Seja com o vale retorno das emendas Pix ou com os esquemas diversos junto a lobistas dos vários segmentos, incluindo a indústria das armas e o narcotráfico.
Isso sem falar no caso dos desvios do INSS, onde um só deputado, o bolsonarista Euclydes Pettersen, faturou R$ 14,7 milhões em propina, segundo apurou a Polícia Federal (PF).
E assim não custa perguntar por toda aquela gente que vivia a questionar a “corrupção” e a dizer que defendiam a “nova política”. O senhor Pettersen é dessa nova safra.
E não é só isso. Morando nos Estados Unidos, desde março deste ano, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) só tem recebido dinheiro dos cofres públicos sem prestar um dia de serviço. É ou não é uma imoralidade?
Segundo o portal Poder360, o deputado “mesmo com trabalho remoto falta a todas as sessões da Câmara”. Assim mesmo, de cara lavada e ainda ameaçando instituições da República, além de autoridades brasileiras que ousam pedir punição para os seus feitos irresponsáveis.
Está tudo aí para quem quiser ver. E veem. Só que passam pano. Sobretudo a Câmara que deveria agir contra todos esses “santos do pau oco” que, lá atrás, falavam pelos cotovelos contra a corrupção alheia. Embora já estivessem mergulhado nela.
Enfim, a podridão está escancarada e esses novos atores estão cada vez mais ricos, mês a mês, sob os aplausos de uma gente que vive no mundo do faz de conta.
Ou porque não dizer, no mundo de pura ingresia.














