19 de outubro de 2021Informação, independência e credibilidade
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Eduardo Leite, o “amigo gay” para a direita chamar de seu

Ao se assumir “um governador gay, e não um gay governador”, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, dividiu opiniões. Os progressistas, simpáticos à causa da comunidade LGBTQIA+, chiaram, e com razão.

Leite apoiou o candidato à presidência mais homofóbico da história do país, aquele que disse ser impossível amar um filho homossexual, que preferia ver um filho morto num acidente do que com um “bigodudo”.

É o mesmo presidente queridinho do apresentador para quem gays são uma “raça desgraçada”, pedófilos e maconheiros.

Com a assunção da sexualidade, especula-se que o governador gaúcho tenta ser o candidato da direita à presidência no próximo ano. A homossexualidade seria um elo com os, digamos, liberais.

O caso Sikera Jr. Mostra que a homofobia e o ódio ainda ressoam em muitas cabeças vazias, mas, têm perdido espaço.

No momento, enquanto Ciro Gomes tenta ser o Bolsonaro da vez, atacando Lula e o PT mais do que ao ser que ocupa a cadeira no Planalto e defende escárnios como a mistura de política com religião, os tucanos guardam na manga uma possível candidatura de direita com um verniz um pouco distante da visão fundamentalista de mundo.

Seria o “gay limpinho”, que teria o voto daqueles que não são homofóbicos e têm até um amigo homossexual para provar isso. Até convivem bem com os gays no ambiente de trabalho, olha que bonitinho.

Mas, não se enganem. Eduardo Leite pode pertencer a uma minoria que mete mais medo nos cidadãos de bem do que o desemprego, a inflação, a violência e o sucateamento da saúde e da educação. Porém, sua agenda política é a mesma dos neoliberais conservadores.