Ensino em casa, mais um retrocesso a ser evitado

Ah, os conservadores… Sempre eles buscando o retrocesso, incansavelmente.

A última é como Bolsonaro e sua trupe se apressam em implantar o homeschooling, o tal do “ensino em casa”, no Brasil. Essa é uma das promessas dele para seus eleitores mais conservadores.

Na semana passada, a deputada federal extremista Bia Kicis, um dos capachos do capitãozinho do Planalto, conseguiu a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do Projeto de Lei (PL) nº 3262/19.

A peça altera o Código Penal e libera de responsabilidade criminal pais que não matriculam os filhos na escola. Hoje, o crime de “abandono intelectual” (Artigo 246) prevê detenção de 15 a 30 dias ou multa para quem não mandam os filhos para o colégio.

Se essa sandice for aprovada, está aberto o caminho para o ensino em casa. O ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro ressalta que esta modalidade causa prejuízos intelectuais na formação das crianças, que estarão sujeitas a um “sistema de ensino” em que não há a supervisão de professores ou pedagogos. Ou seja, a educação de muitas delas não será acompanhada por profissionais preparados para ensiná-las.

A Folha de S. Paulo alerta que o projeto para o ensino em casa deve ser colocado em regime de urgência nesta segunda-feira (14) para que vá ao plenário da Câmara já nesta terça-feira (15). O jornal afirma ainda que esta “é a única prioridade de Bolsonaro para a educação este ano”.

Entidades da área de educação já se mobilizam para que este projeto de país das cavernas não avance.

Que eles tenham sucesso. Caso contrário, a única saída para um país tomado por urubus conservadores, forjados na escola em casa, será o aeroporto.

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