EUA proíbe veneno que causa câncer e Brasil libera geral

De janeiro para cá governo liberou 239 agrotóxicos a pedido do agronegócios

Quando o fanatismo político cega a razão, a sociedade tende a viver em plena escuridão. E é neste caminho que o Brasil segue sem que as pessoas queiram perceber que o futuro tende a ser tenebroso, dado a cegueira quase proposital.

Estão todos envolvidos nessa hipocrisia coletiva de o bem contra o mal – e ninguém se assume como o mal – que, em paralelo, alguém com poder vai tocando situações que, inevitavelmente, vão fazer mal a coletividade em um determinado tempo ou em algum momento.

Fecham-se os olhos, por exemplo, para o fato de o Ministério da Agricultura ter liberado de janeiro até agora 239 novos agrotóxicos (veneno) neste País, os quais impactam diretamente na qualidade da alimentação do brasileiro.

Entre esses venenos liberados uma grande parte já foi banida do agronegócios na Europa. A União Europeia proibiu a comercialização por serem nocivos ao meio ambiente e a saúde pública. Mas, aqui eles vão infestando nossas plantações sem que fanático nenhum sequer discuta o perigo que ronda todos. Não importa. A viseira os conduz para um único foco, bem próprio da hipocrisia venenosa.

Se achas que tudo é uma brincadeira, imaginas que os Estados Unidos está banindo de vez das plantações de lá um veneno chamado Clorpirifós. E esse é o inseticida preferido do agronegócios brasileiro, mas que a justiça americana chegou a conclusão, graças as pesquisas realizadas, que o produto provoca câncer. Tal veneno está associado à malformação no cérebro de bebês.

Mais que desumano, isso é criminoso.

Infelizmente, nossa sociedade está anestesiada e por isso mesmo absorve com naturalidade os venenos das nossas lavouras – sejam dos pampas ou planaltinas – e nesse estágio jamais absorverá a necessidade do pertencimento desta causa.

Talvez, pensem que o antídoto para tudo está nas manifestações cheias de empáfia nas redes sociais.

Que lástima!

 

 

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