JN: Haddad e Bolsonaro negam nova Constituição

Ambos tiveram responderam, ao vivo, perguntas sobre a Constituição

Nesta segunda-feira (8), o Jornal Nacional entrevistou ao vivo os candidatos do 2º turno a presidência do Brasil. Ambos tiveram dois minutos para se apresentar, mais dois minutos para responder uma pergunta e finalmente 30 segundos para se despedir. Em sua essência, os jornalistas da bancada do JN perguntaram a mesma coisa: quão segura está a Constituição.

Fernando Haddad, candidato do PT, foi o primeiro. Ele anunciou que vai rever sua posição sobre a convocação de uma Constituinte, algo que já seria tecnicamente ilegal e que pretende fazer reformas por meio de emendas constitucionais.

Suas mudanças seriam focadas na reforma tributária, o fim do congelamento do teto de gastos e reforma bancária para diminuir a concentração de bancos e taxas de juros no país.

A segurança da Constituição seguiu em pauta após ele ter que explicar a declaração polêmica de Dirceu, de que o PT iria tomar o poder. Haddad foi enfático: “o ex-ministro não participa da campanha, não participará do meu governo e discordo dessa frase. Para mim, a democracia está sempre em primeiro lugar”.

Escravos da Constituição

O candidato do PSL foi o segundo a responder, logo em seguida. Em suas boas vindas, Jair Bolsonaro seguiu a cartilha de seu discurso, agradecendo as famílias de bem, militares, caminhoneiros e Deus, com uma passagem da Bíblia sobre a “verdade”…

Bolsonaro negou que, caso eleito, fará um “autogolpe” e afirmou que não convocará uma nova Constituinte a ser formada por um conselho de notáveis. Isso havia sido sugerido por seu vice Hamilton Mourão (PRTB) durante a campanha no primeiro turno.

O Capitão admitiu que não entendeu o que o vice quis dizer, mas afirmou que acredita no voto popular e que será “escravo da Constituição”.

“O desautorizei nesses dois momentos, ele não pode ir além do que a Constituição permite. O que falta ainda ao general Mourão é um pouco de tato, um pouco de vivência com a política”, afirmou o candidato. “Eu sou capitão, ele é general, mas eu sou o presidente”, encerrou em clima de já ganhou.

https://www.youtube.com/watch?v=8AVZJMQdzv4

ÚLTIMAS
ÚLTIMAS