
A coordenação do Programa Mais Médico em Alagoas apontou que 23 municípios alagoanos registraram a desistência de profissionais. Com isso, as unidades de saúde do estado estão com 28 vagas desocupadas.
Entre os motivos de desistências do médicos brasileiros, que substituíram os cubanos após interferência de Bolsonaro, estão a dificuldade de se adaptaram na carga horária de 40 horas semanais.
Alagoas tinha 128 médicos cubanos, substituídos por brasileiros, mas estes não estão durando. Penedo, União dos Palmares e Igreja Nova são as cidades que mais sofreram e as vagas só serão abertas após nova seletiva federal.
Defasagem

O Ministério da Saúde já publicou uma portaria estendendo para seis meses o prazo de pagamento da verba de custeio repassada às unidades básicas de saúde que perderam profissionais do Mais Médicos em fevereiro passado.
O governo de Jair Bolsonaro declarou no último 13 de fevereiro que médicos brasileiros ocuparam todas as 8.517 vagas do programa Mais Médicos abertas após o governo cubano anunciar, em novembro do ano passado, a retirada de seus profissionais do Brasil.
Mas o próprio Ministério da Saúde tratou de desfazer a informação, ao anunciar que o programa está com um déficit de mais de 2 mil médicos. O programa tem, no total, 18.240 vagas. Mais da metade das vagas preenchidas no programa estão em regiões de alta vulnerabilidade e de extrema pobreza
Bolsonaro
Quando deputado federal pelo PP-RJ, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da medida provisória (MP) editada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) que criou o programa Mais Médicos. Bolsonaro chegou a pedir que fosse concedida uma liminar para suspender a medida provisória.
O programa Mais Médicos tem 18.240 profissionais – sendo 11 mil cubanos, segundo o governo do país caribenho – em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Na ação, protocolada em julho de 2013, o parlamentar fez uma série de críticas à MP. Ele já contestava a não exigente da revalidação do diploma para que um estrangeiro exerça a profissão no Brasil.
Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018
Agora, presidente, ele partiu para o lado pessoal. “Primeiro, por uma questão humanitária: é desumano você deixar esses profissionais aqui afastados de seus familiares. Tem muita senhora aqui que está desempenhando essa função de médica, e seus filhos menores estão em Cuba”, declarou.














