Moraes adverte Bolsonaro que o mandará para presídio se voltar a desrespeitar decisão judicial

Decisão proíbe encontros com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições e atinge até visita do líder de extrema-direita, o argentino Milei
Extrema-direita: Bolsonaro e Milei. Foto: Reprodução Redes Sociais X

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi advertido expressamente que será levado de volta ao presídio (Papudinha), caso volte a descumprir a mais uma ordem judicial.

A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após várias atitudes do preso de afronta às decisões da justiça.

Em prisão domiciliar, Bolsonaro já tentou romper a tornozeleira eletrônica, fez reuniões políticas, usou redes sociais, teve posse de armas e seguiu descumprindo, segundo a Polícia Federal, as restrições determinadas pelo STF, enquanto preso condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

A condenação dele se deu, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, e dano/deterioração de patrimônio tombado. Hoje, em função de problemas de saúde, ele cumpre prisão domiciliar.

A advertência feita sobre à volta ao regime fechado, ocorreu após Alexandre Moraes concluir que Bolsonaro participou da elaboração de uma carta de apoio eleitoral a Flávio, posteriormente divulgada pelo senador nas redes sociais. O ministro decidiu manter a prisão domiciliar, mas advertiu que outro descumprimento da lei e ele o mandará de volta ao regime fechado.

Na decisão judicial, o ministro proibiu encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026. A decisão também atinge em cheio o encontro  de Bolsonaro com o presidente da Argentina, Javier Milei, que estava marcado para o próximo dia 25 de julho.

Líder da extrema direita na América Latina, Milei vem ao Brasil para participar da Convenção do PL em São Paulo, que vai lançar Flávio Bolsonaro como candidato a presidente da República.

Está na regra: A lei é dura, mas é lei.

 

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