Motoristas da Uber fazem greve de 24 horas

Exigência dos motoristas é por pagamentos melhores; STF julga neste mesmo dia a legalidade do serviço
Greve mundial

Um movimento iniciado nos Estados Unidos teve adesão no Brasil e os motoristas da Uber no Brasil farão greve nesta quarta-feira (8). A recomendação é que os trabalhadores incomodados fiquem fora do aplicativo e a diretriz é que todos fiquem fora da plataforma da Uber entre a 0h de terça (7) e a 0h de quarta (8).

O objetivo é chamar a atenção para que o motorista passe a ganhar mais, levando-se em conta abertura de capital da Uber na Bolsa de Valores. A empresa deve fazer seu aguardado IPO até o fim desta semana. Algumas entidades já protestaram há algumas semanas no Brasil após a 99 mudar a forma de pagamento de motoristas.

Brasil

A greve é motivada, principalmente, pela exigência de que os motoristas recebam pagamentos melhores. No Brasil, por exemplo, condutores pedem que a tarifa básica seja aumentada em ao menos R$ 2, além de que o valor do quilômetro rodado também aumente. Há também o pedido de que a taxa cobrada pela Uber de cada motorista em corrida seja reduzida para algo entre 15% e 20%.

Os motoristas brasileiros ainda solicitam mais segurança da Uber. Entre as exigências está um cadastro mais rigoroso de passageiros na plataforma, com conferência de documentos e fotos de quem solicita carros.

Por coincidência, nesta mesma data o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará nesta quarta-feira (8/5), sobre duas ações que questionam legislações proibitivas referentes aos aplicativos de transporte individual, como Uber, Cabify e 99 Pop.

O julgamento vem sendo considerado como decisivo para determinar o alcance de legislações municipais que envolvam as regras para o funcionamento do uso de aplicativos de carros particulares.

Uma das ações que serão julgadas diz respeito ao projeto de lei de autoria do vereador Adilson Amadeu (nº 16.279/2015), político fortemente ligado à categoria dos taxistas, e cuja lei quer proibir apps de carros particulares de operarem na cidade de São Paulo. Na época, ela foi julgada inconstitucional, após uma intensa batalha judicial impetrada pelas empresas de aplicativos.

São Paulo foi a primeira cidade do país a adotar uma legislação que impedia o funcionamento das empresas de transporte individual e recebeu voto favorável de 43 vereadores.

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