24 de junho de 2021Informação, independência e credibilidade
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Nos tempos de bolsolão, Collor se mantém colado em Jair Bolsonaro: feliz da vida

Senador deve mais de R$ 300 milhões aos cofres da União e logo virou amigo de infância do Presidente da República

Bolsonaro e Collor os “amigos de infância” na selfie.

A imagem da hora da chegada do presidente Jair Bolsonaro em Maceió, nesta quinta-feira, 13 de maio, é exatamente a foto em que ele, dentro do automóvel presidencial, faz pose com o senador Fernando Collor de Mello.

Ambos, hoje tidos como os mais novos “amigos de infância” da República.

Com suas empresas em regime de falência, Collor deve aos cofres da União mais de R$ 300 milhões.  Além das dividas com trabalhadores que foram demitidos há mais de dois anos de suas empresas e até agora esperam as indenizações devidas.

Mas Collor não liga. Agora está ligado mesmo em outra coisa.

Antes opositor de Bolsonaro, tornou-se então o mais ferrenho aliado por razões que a política nacional bem conhece.

Recentemente, o jornal Estado de S. Paulo denunciou a existência do “bolsolão” no governo Jair Bolsonaro, na ordem de R$ 3 bilhões, para a compra de aliados no Congresso.

Collor e Bolsonaro nunca estiveram tão juntos como agora. Felizes e sorridentes.

Muito embora, uma emblemática pesquisa de opinião pública do DataFolha revela que o presidente da República tem, atualmente, uma rejeição superior a 45%.

Coincidentemente, diz a pesquisa, que essa rejeição só é inferior a do próprio Collor em 1992, que somava 68%, quando estava no exercício da Presidência da República.

É o passado ilustrando bem o presente, nesses tempos sombrios.

Quer dizer, sombrios sim, mas com o “bolsolão” cheio.