
A Polícia Federal encontrou indícios de que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mesmo sem mandato, atuava como vetor na definição e remanejamento de emendas parlamentares. As informações constam em decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar e a suspensão da execução das emendas ligadas a ele.
A investigação analisou conversas da ex-assessora de Arthur Lira, Mariângela Fialek, responsável pela organização do chamado “orçamento secreto” quando Lira presidia a Câmara. Segundo a PF, planilhas indicavam emendas solicitadas por Valdemar, mas eram formalmente atribuídas a deputados federais para conferir legalidade. A maioria dos recursos foi direcionada a municípios de São Paulo, para turismo e saúde, entre 2024 e 2025.
Além de Mariângela, a PF cita a servidora Nara Benedetti Nicolau Brum e o advogado Garigham Amarante como interlocutores de Valdemar. Em diálogos, Garigham cobra valores e transmite demandas do presidente do PL. Dino determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, entregue documentos sobre as emendas em até dez dias.
A defesa de Valdemar afirmou que a decisão parte de “premissas frágeis” e que ele nega qualquer crime, classificando como legítima a atuação político-partidária. A defesa de Mariângela disse que sua atuação era técnica e apartidária, sem irregularidades.














