
A Polícia Federal apura se um ofício produzido pelo Iprev de Maceió em 2026 tentou conferir uma falsa aparência de regularidade retroativa ao aporte de R$ 80 milhões realizado no Banco Master em dezembro de 2023. A suspeita consta na decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a operação realizada na segunda-feira (10).
O Ofício nº 212/2026, assinado pelo atual presidente do Iprev, Guilherme Emmanuel Lanzillotti Alvarenga, afirmou que o Banco Master estava plenamente habilitado e incluído na “lista exaustiva” do Ministério da Previdência à época dos investimentos.
A PF sustenta, porém, que a informação é incorreta em relação à primeira operação, realizada em 6 de dezembro de 2023, pois o banco só teria entrado na lista de instituições autorizadas em 2024. A investigação busca saber se a resposta oficial teve como objetivo “conferir regularidade retrospectiva às decisões anteriores”.
André Mendonça autorizou buscas na sede do Iprev para recolher processos, documentos de credenciamento e registros de acesso, mas não autorizou buscas contra Guilherme Lanzillotti por considerar insuficientes, neste momento, os elementos existentes contra ele. O Iprev aplicou R$ 80 milhões em dezembro de 2023 e outros R$ 17 milhões em maio de 2024. O instituto afirma que os investimentos foram legais e que seu patrimônio cresceu de R$ 400 milhões para mais de R$ 1,6 bilhão desde 2021.














