
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, informou que a Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra ele. O novo pedido mira a suspeita de tráfico de influência por parte do filho do presidente Lula (PT).
Na semana passada, o ministro André Mendonça já havia autorizado a instauração de dois inquéritos. O primeiro apura o possível envolvimento de Lulinha em negociações do “Careca do INSS” com o Ministério da Saúde para a venda de cannabis medicinal, investigando se ele vendia acesso ao governo em troca de pagamentos.
O segundo trata da suspeita de que Lulinha teria atuado para favorecer um empresário que buscava negócios com a Dataprev e outros órgãos federais.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou ao UOL que a PF promove uma “pesca probatória” e que vai acionar o ministro da Justiça para pedir explicações. Segundo o defensor, a medida fragiliza as instituições e traz insegurança para o processo eleitoral.
O presidente Lula negou que vá usar o cargo para proteger o filho. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, ele afirmou que Lulinha não terá privilégios e que, se for julgado, deverá vir ao Brasil para provar sua inocência. O petista também disse que o filho está na Espanha. O avanço das investigações tornou-se uma preocupação na campanha de reeleição de Lula, com aliados receosos de que os casos atinjam sua candidatura. O novo pedido será distribuído para o ministro André Mendonça ou para outro integrante do STF.














