Quando o político fica entre a cruz e a espada diante de uma grave acusação

Se for 'fake news' que os acusadores paguem. Se não, que os fatos sejam apurados, a lei seja cumprida e a punição legitimada

 

Ilustração – Reprodução Internet

No meio jurídico costuma-se dizer a máxima de que “o ônus da prova cabe a quem alega”. No meio político o jargão é “quem não deve não teme”.

E é exatamente essa situação que está deixando o deputado alagoano Alfredo Gaspar de Mendonça (PL) entre a cruz e a espada.

Nas redes sociais, sobretudo na plataforma X, há uma disparada de postagens sob a grave acusação feita contra ele pela senadora Soraya Vieira Thronicke (Podemos-MS) e pelo deputado federal Lindberg Farias (PT-RJ). Há ataques e defesas, como de praxe em tudo que é escândalo. O caso envolve pedofilia.

Se o caso se constitui em uma “fake news”, os acusadores precisam ser processados e devidamente condenados. Assim tem que ser.

Sendo a informação for verdadeira, com o devido direito de defesa, ele terá que responder pela acusação que lhe está sendo imputada.

Em nota oficial o parlamentar nega totalmente as acusações e divulgou um vídeo de uma moça carioca que diz ser filha de um primo de Gaspar e não dele.

Eis que a senadora Soraya volta às redes sociais e afirma que o deputado “apresentou outro caso que nada tem a ver com a denúncia” e diz que está levando o caso à PF. A ela cabe provar se é verdade ou não. Mas, sugeriu que o parlamentar acusado faça exame de DNA, se nada teme.

Enfim, uma história ou estória mais que triste povoando o meio político que de há muito é terra de ninguém, sobretudo dentro do pior Congresso da história do Brasil. Agora envolvido em mais um caso de polícia.

Que tudo se esclareça. Que seja ele ou eles, quem tiver culpa que pague pelo malfeito, na forma da lei.

 

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