
Foram dias de pressão e até juras de “colocar a cara no fogo” como gesto de confiança, mas os dias de Milton Ribeiro como ministro da Educação acabaram.
Milton Ribeiro pediu exoneração do cargo de ministro da Educação hoje (28). A assessoria do MEC (Ministério da Educação) ainda não confirma oficialmente, mas Ribeiro esteve no Planalto por volta das 14h e conversou pessoalmente com Jair Bolsonaro (PL). A exoneração deve ser oficializada ainda hoje.
Horas antes, o site o Antagonista cravava que Bolsonaro decidiu por demitir o titular do MEC, flagrado em áudio priorizando pastores, que tomaram rumos da verba da Educação. Eles estariam até mesmo negociando ouro com prefeitos do interior.
E Jair já teria inclusive escolhido quem entraria no ligar de Ribeiro, que ficará no cargo até 1º de abril, dia da mentira: no lugar entra Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE e apadrinhado de Valdemar Costa Neto.
Bolsonaro teria decidido pela demissão aconselhado por aliados que temem desgaste do governo com as denúncias de corrupção no MEC. Até o momento, o governo não comentou a informação da demissão.
Triturados
O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) já tinha afirmado hoje que os evangélicos estão sendo “triturados” por culpa do ministro da Educação, Milton Ribeiro. O parlamentar pede que Ribeiro “não retarde o seu licenciamento”.
Caro Ministro @mribeiroMEC por sua saúde emocional, por sua família q deve estar sofrendo, por nós evangélicos q estamos sendo triturados, pelo Pr @jairbolsonaro q em um ano tão importante está sendo arrastado pra essa história estranha, não retarde seu licenciamento! 🙏🏻
— Marco Feliciano (@marcofeliciano) March 28, 2022














