27 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Quem escolher e recusar vacina em São Bernardo do Campo, vai ficar no final da fila

Medida vai colocar “sommeliers da vacina” para serem imunizados apenas após o último adulto de 18 anos

Foto: Edvan Ferreira/Secom

Durante a maratona de vacinação no ultimo final de semana, em Maceió, parte da população teve uma clara preferência: a da Janssen, de dose única. Administrada no drive-thru do Jaraguá.

Isso provocou longas filas e esvaziando outros pontos. Muitos maceioenses, por exemplo, diziam não querer tomar a da AstraZeneca, em duas doses e que provoca fortes efeitos colaterais. A ação levou a Prefeitura de Maceió a reduzir em dois anos o público alvo de vacinação, pois a demanda não foi antingida por terem escolhido determinada vacina.

Pois bem: nesta quarta, 0 prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Orlando Morando (PSDB), anunciou que a pessoa que recusar determinada marca de vacina contra covid-19 será colocada no fim da fila de imunização da cidade.

“Para quem se recusar a tomar a vacina que está disponível naquele posto, será submetido um documento para que você assine. Se você se recusar a assinar, duas testemunhas que estão trabalhando assinarão dando fé. Essas pessoas que se recusarem a tomar a vacina no dia serão submetidas para o fim da campanha de imunização”. Orlando Morando.

Em live transmitida nas redes sociais, Morando disse que um documento será assinado no momento da recusa, fazendo com que a pessoa só fique apta a ser vacinada após todos os adultos da cidade receberem a primeira dose. A medida inclusive já está valendo.

No momento, a cidade está aplicando a primeira dose por meio de agendamento. Atualmente pessoas com 43 e 44 estão aptas. Segundo ele, a pessoa terá direito a recusar a marca que está sendo aplicada naquele posto, mas só poderá se imunizar novamente “quando o último adulto de 18 anos” iniciar a imunização na cidade.

Somente ontem, erca de 200 pessoas se recusaram a tomar determinado tipo de vacina nos postos de saúde da cidade. E a escolha por um determinado tipo de vacina tem sido verificada em diversas cidades do Brasil e os adeptos ganharam até um nome dos críticos: “sommeliers da vacina”.