
A ala democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos publicou uma declaração nesta terça-feira (28) acusando o governo do presidente Donald Trump de “propagar teorias conspiratórias” sobre as eleições presidenciais de outubro no Brasil.
O movimento ocorre após reportagem do jornal The Washington Post afirmar que dois funcionários do governo norte-americano, Riley Barnes e Samuel Samson, teriam a missão de lançar dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro, mas tiveram vistos negados pelo Itamaraty sete dias antes da viagem.
A mensagem, assinada por dez senadores democratas que integram a comissão, é da minoria no colegiado (que tem 12 republicanos) e não reflete a posição oficial do comitê. A senadora Jeanne Shaheen, que administra o perfil, destacou um trecho da reportagem que critica o envio de “indicados políticos para desacreditar o sistema eleitoral de outro país”. O governo Trump classificou as suspeitas como “mentira sem fundamento”.
A reação dos senadores ecoa atitude semelhante de mais de 30 deputados argentinos, que propuseram nota de repúdio contra o presidente Javier Milei por suas falas em São Paulo no sábado (25), quando chamou o ministro Alexandre de Moraes de “lixo careca” e o presidente Lula de “presidiário”.
Os parlamentares argentinos classificaram as declarações como interferência nos assuntos internos do Brasil. Ambos os casos mostram tentativas dos Congressos de contrabalançar ações de seus presidentes em apoio à campanha de Flávio Bolsonaro.














