Se tem uma luz no final do túnel para os brasileiros, ela é o farol de um trem vendo em nossa direção. A fome e a miséria passaram a ser exploradas por gente sem um pingo de empatia e sensibilidade.
Que o diga a jornalista da TV Globo Gabriella Bridi. Ela traz o relato do que viu durante a ida a um açougue.
“Entrei num açougue e tinha a placa ‘osso não é doação. R$ 4 o kg’. Até pouco tempo, o osso era descartado. Agora q as pessoas estão com fome e sem dinheiro, o osso é pago. Pois o meu dinheiro esse açougue não terá. A ganância e a insensibilidade diante da realidade é bizarra”.
Entrei num açougue e tinha a placa “osso não é doação. R$ 4 o kg”. Até pouco tempo, o osso era descartado. Agora q as pessoas estão com fome e sem dinheiro, o osso é pago. Pois o meu dinheiro esse açougue não terá. A ganância e a insensibilidade diante da realidade é bizarra.
— Gabriella Bridi (@GabriellaBridi) September 25, 2021
Vocês leram isso? “Osso não é doação”. O mais nojento vem depois, os comentários em defesa do dono do açougue.
A atitude do comerciante me lembra a dos ratos que, diante de uma tragédia humanitária como enchente, por exemplo, decuplica o valor do preço da água engarrafada.
Não basta o desgoverno Bolsonaro, com sua política neoliberal concentradora de renda.
Agora, o brasileiro tem que conviver com a miséria da alma alheia.













