
Votar é importante. O voto é a arma do pleno exercício democrático. E como diz o poeta deve ser “secreto como o beijo no começo do amor”.
Agora cá pra nós, se cada eleitor que fosse votar, antes de depositar seu voto na urna, fizesse um passeio pelas ruas do Pinheiro, como fiz nesta manhã de domingo, 29 de novembro, certamente, iria à seção eleitoral ainda mais determinado.
Iria, inevitavelmente, convencido de que na política não basta apenas prometer. E todos prometem. Mas aí é que deve vir à tona a capacidade de discernimento de cada um sobre o real e a fantasia em tempos eleitorais.

Uma pequena andança nas ruínas do Pinheiro pode fazer a diferença em tudo. Pode formar opinião, pode emocionar, pode levar às lágrimas e pode definir o voto.
O cenário lá é de um filme de terror, repleto de fantasmas nos escombros dos prédios abandonados.
Tudo resultado da mineração antes cultuada em verso e prosa pela classe política de um modo geral. Tendo sido a Braskem, até bem pouco tempo, defendida com fervor pelos senhores do “mercado” alagoano.
Agora, depois da destruição de vidas, famílias e sonhos variados, ninguém mais quer ter sua imagem associada a mineradora, que arruinou a história e tripudiou sobre a dignidade de cada morador dos 4 bairros afetados pelos resultados danosos da mineração no solo maceioense.
Ainda é tempo. Antes de voto, passe no Pinheiro. Não pense em nomes. Apenas vivencie o profundo silêncio que reina por lá.
Depois, silenciosamente, vote de forma apaixonada e bela.
















