25 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
Política

A caminho da Rússia, Bolsonaro diz que se dependesse dele, “o mundo teria paz”

Jair, no entanto, declaradamente diz que sua especialidade é matar, defendeu guerra civil no Brasil para matar mais de 30 mil e tem discurso de ódio contra minorias e opositores

O presidente Jair Bolsonaro, em um de seus inúmeros momentos de descontrole emocional

A caminho da Rússia, justamente durante a escalada de tensão e risco de guerra na fronteira com a Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou a situação, afirmando que “o mundo todo tem seus problemas”.

Ele foi além e disse que, “se depender de uma palavra” dele, “o mundo teria paz”.

“Você pode ver, o mundo todo tem seus problemas. Se você começar a querer resolver o problema dos outros… A gente, no que for possível, né… A palavra lá de paz, para ajudar, tudo bem… Mas a gente sabe o que está em jogo. Não vou entrar em detalhes aqui”. Jair Bolsonaro, presidente.

Jair, vale lembrar, é o mesmo que grita contra jornalistas ou opositores, que realiza constantes ameaças e, com linguajar repleto de palavrões, ameaça constantemente os rivais.

Leia mais: Cagando e andando, Bolsonaro marcha para sua ‘guerra civil de 30 mil mortos’

Com passado (e até certo ponto presente) de milicianos em seu entorno (ele já chegou a propor a legalização das milícias), o presidente declaradamente já disse que sua especialidade é matar. E que se dependesse dele, o Brasil teria uma guerra civil com mais de 30 mil mortos.

Ele é o mesmo que foi acusado de genocídio e direcionou sua fábrica de ofensas e mentiras contra quem age para o fim da pandemia

Rússia

As declarações ocorreram horas antes de Bolsonaro embarcar para se encontrar com Vladmir Putin. Isso apesar do salertas quanto a possíveis riscos políticos e de segurança.

Dias antes, o líder russo ameaçou com uma guerra nuclear, e que opositores não teriam nem tempo de piscar, caso fosse confirmada a entrada da Ucrânia na OTAN.