Ao vivo: Acompanhe a posse de deputados federais em Brasília

Juramento de posso, formação de blocos e eleição da presidência; Rodrigo Maia é franco favorito

A cada quatro anos, o ritual se repete: os deputados respondem à chamada individual e fazem o juramento. No juramento, o texto diz que cada deputado federal deve prometer “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

A sessão de posse é comandada pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo o Regimento Interno, cabe ao presidente da legislatura anterior, se reeleito, comandar a sessão.

Presidência

Sete nomes estão na disputa, mas o número pode mudar durante o dia conforme as negociações entre os partidos. Os candidatos têm até uma hora antes eleição, marcada para começar às 18h, para oficializar o registro da candidatura. Podem concorrer à Presidência deputados de qualquer partido, inclusive com candidaturas avulsas, sem o apoio oficial da própria legenda. Os principais candidatos são:

  • Fábio Ramalho (MDB-MG);
  • General Peternelli (PSL-SP);
  • João Henrique Caldas (PSB-AL);
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS);
  • Marcelo Freixo (PSOL-RJ);
  • Ricardo Barros (PP-PR);
  • Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para ser eleito em primeiro turno, o deputado precisa obter a maioria absoluta dos votos entre o total de deputados votantes. Se ninguém alcançar a maioria, haverá segundo turno entre os dois mais votados. Vencerá quem obtiver maioria entre os votantes.

A votação será secreta. Portanto, embora vários partidos tenham declarado apoio a determinado candidato, não há a garantia de que todos os deputados das bancadas seguirão a orientação da legenda.

Rodrigo Maia é franco favorito para ser reeleito na liderança da casa. Dependendo do resultado, servirão de indicativo do grau de dificuldade que o governo poderá enfrentar no Congresso para conseguir aval a suas propostas nos próximos dois anos.

Os postos também são considerados estratégicos porque, entre as atribuições dos presidentes, está a de decidir sobre a abertura de comissões parlamentares de inquérito, as CPIs, que podem, conforme o assunto, causar desgaste ao Palácio do Planalto.

No caso do presidente da Câmara, também compete a ele a abertura de processos de impeachment de presidentes da República.

Os eleitos ocuparão ainda um lugar na linha sucessória da Presidência da República. O presidente da Câmara é o segundo na sucessão. O do Senado, o terceiro.

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