Greewald cobra que a PF de Moro investigue Carlos Bolsonaro, tido como o ‘Pavão Misterioso’

Pavão Misterioso tem como alvo políticos de esquerda e jornalistas do site The Intercept Brasil
Glenn cobra de Moro investigações sobre a autoria do perfil Pavão Misterioso

O jornalista e diretor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, afirmou que prepara um material sobre o perfil Pavão Misterioso, atribuído pela deputada federal, Joice Hasselmann (PSL-SP) ao vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

Glenn disse ainda que “Joice Hasselmann implicou fortemente, se não explicitamente, que Carlos Bolsonaro é o Pavão”. O jornalista ressaltou, no entanto, que “Joice não é exatamente a fonte mais confiável, o Pavão foi uma equipe que inclui vários cretinos”.

E, ao final, o jornalista perguntou “por que a PF – sob Moro – não está investigando os crimes do Pavão?”.

Joice revelou Carlos

Em meio à série de brigas virtuais entre a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) e Eduardo e Carlos Bolsonaro, filhos de Jair Bolsonaro, a ex-líder do governo no Congresso postou uma confirmação importante na noite deste domingo (20), quando também fez uma live em que detalhou como os filhos são um problema para o governo, o país e principalmente para o chefe do Planalto.

Depois de ser chamada de porca pelo perfil fake, a deputada afirmou que o Pavão é controlado por Carluxo. Além disso, ela mandou um beijo ao ‘Índio’, o primo de Carlos, com quem ele teria um relacionamento.

Carlos e o primo ‘Leo Índio’

O Pavão

O Pavão Misterioso tem como alvo políticos de esquerda e jornalistas do site The Intercept Brasil, que ganhou notoriedade após divulgar conversas atribuídas ao ministro Sergio Moro e a integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Na primeira jornada de mensagens, a do dia 16 de junho, o Pavão Misterioso relatou um suposto “esquema” para a venda do mandato do ex-deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ), que teria repassado a vaga na Câmara para o colega de partido David Miranda, marido de Glenn Greenwald, repórter do The Intercept. O processo envolveria transações em bitcoins e até empresários russos.

Para embasar as supostas “denúncias”, o Pavão exibia supostos printscreens de conversas dos envolvidos no aplicativo Telegram – procedimento parecido ao utilizado pelo Intercept para os diálogos atribuídos a Moro, o procurador Deltan Dallagnol e outros citados.

Diálogos Fakes do Pavão Misterioso

Em outros supostos diálogos apresentados, havia “acusações” de que Freixo não simpatizava com a ex-vereadora Marielle Franco, morta em 2018, e uma frase atribuída a Demori com grosserias direcionadas ao jornalista Diogo Mainardi, responsável pelo site O Antagonista, veículo crítico da linha editorial do Intercept.

Todos os citados pelo Pavão Misterioso negam a veracidade das conversas, e afirmam que os printscreens apresentados pelo perfil são montagens. E o jornalista Fabio Pannunzio fez um alerta: a página, como tudo indica, tem conteúdo fake.

Conhecido como pitbull das redes, Carlos no entanto não se controla e por vezes acaba se revelando

 

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