
O jornalista e diretor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, afirmou que prepara um material sobre o perfil Pavão Misterioso, atribuído pela deputada federal, Joice Hasselmann (PSL-SP) ao vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).
Glenn disse ainda que “Joice Hasselmann implicou fortemente, se não explicitamente, que Carlos Bolsonaro é o Pavão”. O jornalista ressaltou, no entanto, que “Joice não é exatamente a fonte mais confiável, o Pavão foi uma equipe que inclui vários cretinos”.
Estamos trabalhando com isso, junto com muitas outras reportagens complexas. Vai ser publicada quando tá pronto jornalisticamente. Me acredita, quero isso publicado o mais rápido possível. Fui uma vítima das mentiras feias deles.
— Glenn Greenwald (@ggreenwald) October 21, 2019
E, ao final, o jornalista perguntou “por que a PF – sob Moro – não está investigando os crimes do Pavão?”.
Há parlamentares relatando crimes promovidos pelo Pavão Misterioso. O perfil tem sido usado para espalhar informações falsas contra deputados, jornalistas, ministros do governo. Não é estranho que ciente disse @SF_Moro não faça nada? https://t.co/s5A6P3dim9
— George Marques (@GeorgMarques) October 22, 2019

Joice revelou Carlos
Em meio à série de brigas virtuais entre a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) e Eduardo e Carlos Bolsonaro, filhos de Jair Bolsonaro, a ex-líder do governo no Congresso postou uma confirmação importante na noite deste domingo (20), quando também fez uma live em que detalhou como os filhos são um problema para o governo, o país e principalmente para o chefe do Planalto.
Depois de ser chamada de porca pelo perfil fake, a deputada afirmou que o Pavão é controlado por Carluxo. Além disso, ela mandou um beijo ao ‘Índio’, o primo de Carlos, com quem ele teria um relacionamento.
Oi Carluxinho…como vc é elegante, quase um diplomata. Manda bjs pro índio
— Joice Hasselmann (@joicehasselmann) October 21, 2019

O Pavão
O Pavão Misterioso tem como alvo políticos de esquerda e jornalistas do site The Intercept Brasil, que ganhou notoriedade após divulgar conversas atribuídas ao ministro Sergio Moro e a integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Na primeira jornada de mensagens, a do dia 16 de junho, o Pavão Misterioso relatou um suposto “esquema” para a venda do mandato do ex-deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ), que teria repassado a vaga na Câmara para o colega de partido David Miranda, marido de Glenn Greenwald, repórter do The Intercept. O processo envolveria transações em bitcoins e até empresários russos.
Para embasar as supostas “denúncias”, o Pavão exibia supostos printscreens de conversas dos envolvidos no aplicativo Telegram – procedimento parecido ao utilizado pelo Intercept para os diálogos atribuídos a Moro, o procurador Deltan Dallagnol e outros citados.

Em outros supostos diálogos apresentados, havia “acusações” de que Freixo não simpatizava com a ex-vereadora Marielle Franco, morta em 2018, e uma frase atribuída a Demori com grosserias direcionadas ao jornalista Diogo Mainardi, responsável pelo site O Antagonista, veículo crítico da linha editorial do Intercept.
Todos os citados pelo Pavão Misterioso negam a veracidade das conversas, e afirmam que os printscreens apresentados pelo perfil são montagens. E o jornalista Fabio Pannunzio fez um alerta: a página, como tudo indica, tem conteúdo fake.
É preciso separar o que há de coação do que há de fakenews nessa história do pavão. O CPF citado como sendo do David é falso. Veja os prints abaixo. Não sei se as mençōes a locais, marca de computador e a hábitos de rotina não devem ser entendidas como seriíssimas ameaças. pic.twitter.com/tvVBASR7xl
— Fabio Pannunzio (@blogdopannunzio) July 6, 2019















