Maia corrige Bolsonaro sobre declaração de guerra

Jair disse que depende "exclusivamente" dele decisão sobre intervir na Venezuela; Presidente da Câmara lembrou que são os deputados quem aprovam isso
Presidente da Câmara precisou corrigir o Presidente da República

Entrevistado por José Luiz Datena no programa Brasil Urgente, da Band, nesta terça-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que as chances de o Brasil se envolver em uma hipotética intervenção militar no país vizinho são remotas.

“A possibilidade é próxima de zero, quase impossível. Não obtivemos, até o momento, nenhum comunicado por parte do governo dos Estados Unidos demonstrando que essa será a linha adotada deles. Se houver essa vontade, haverá um pedido para nós, e o meu caminho é convocar o Conselho de Defesa Nacional, ouvir essas autoridades e decidir”. Jair Bolsonaro, presidente.

Além de deitar e rolar ao comando do ídolo Trump, o presidente foi além em seu Twitter, tomando para si toda a responsabilidade para uma ação no país em conflito:

Rapidamente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Bolsonaro e afirmou que é competência do Congresso Nacional autorizar uma declaração de guerra pelo presidente da República.

A resposta pública de Maia mostra que a relação entre os presidentes dos Poderes continua tensa, apesar dos gestos de aproximação da semana passada, em que Bolsonaro agradeceu a Maia em pronunciamento. E, claro, que o Presidente da República segue na linha de que sua decisão é a única válida, independente do que diz a constituição.

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