Morre funcionária de hospital em Arapiraca infectada novamente com Covid-19

Priscila Veríssimo exerceu normalmente suas atividades até o dia 12 de Fevereiro, quando foi afastada com sintomas da doença

O texto foi atualizado após nota do Hospital

Priscila Veríssimo, de 35 anos, moradora do bairro Brasília em Arapiraca, cidade do Agreste de Alagoas, morreu nesta quarta, após complicação da covid-19,

O sepultamento de Priscila aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) no Cemitério São Francisco, onde funcionários do Chama prestaram uma homenagem à colega de trabalho.

Funcionaria do Hospital Chama, Veríssimo já havia sido infectada uma vez e se tornou mais uma estatística entre os mais de 250 mil mortos no país.

Colegas de trabalho de Priscila relataram que ela optou por não tomar a vacina contra o novo coronavírus, porque afirmava não acreditar e nem confiar na imunização da CoronaVac. Apesar de sites locais afirmarem que a recusa da profissional estar ligada à ideologia política, colegas de trabalho afirmaram as opiniões políticas dela não eram públicas.

“Ela era simpática e tinha personalidade forte, mas nunca ouvi ela falando que apoiava político A ou B. O que sabemos é que ela não quis tomar a vacina, porque disse que não acreditava na CoronaVac por ser da China. Estamos muito tristes com o falecimento dela e pedimos que as pessoas respeitem o luto da família”. Testemunho de um colega de trabalho.

Nas redes sociais, Priscila mantinha uma postura negacionista em relação à pandemia e compartilhava frequentemente vídeos do presidente Jair Bolsonaro na conta do Facebook. O hospital ressaltou que ela não emitia opiniões pessoais sobre a COVID-19 no hospital

Chama

Através de nota, o Hospital Chama prestou solidariedade à família de Priscila e destacou que ela era uma colaboradora exemplar, pedindo respeito à sua imagem. Corrigiu o informe inicial, de que ela seria enfermeira e que havia sido demitida depois de recusar vacinação. Confira na íntegra:

Eis a nota do Chama:

O CHAMA – COMPLEXO HOSPITALAR MANOEL ANDRÉ, em indignação e repúdio às informações inverídicas, sobre a saudosa colaboradora Priscila Veríssimo, que estão sendo divulgadas pelos meios de comunicação em geral, presta os seguintes esclarecimentos: Inicialmente, o Hospital CHAMA presta todo seu apoio e solidariedade à família da recepcionista Priscila Veríssimo, que veio a óbito por complicações do Covid-19 no dia 24 de Fevereiro, que além de suportar a perda de sua ente querida, vê sua memória maculada por notícias que não condizem com a verdade e vinculada a posicionamento político utilizada por aproveitadores.

Ao contrário do que tem sido divulgado pelos meios de comunicação, Priscila não era enfermeira, exercia a função de recepcionista e não houve qualquer ato de demissão, exerceu normalmente suas atividades até o dia 12 de Fevereiro, quando foi afastada com sintomas da doença e posteriormente veio a óbito na condição de funcionária.

Reconhecida por sua simpatia e excelência nas atividades laborativas, Priscila nunca expôs opinião ou posicionamento político em seu ambiente de trabalho, tampouco, realizou qualquer manifestação sobre a eficácia ou não da vacina contra CORONA vírus.

Assim, prestado os devidos esclarecimentos, requer que seja retirada, imediatamente, todas as notícias inverídicas dos meios de comunicações e que a imprensa emita nota de esclarecimento com pedido de desculpas pelas notícias que foram transmitidas, contaminadas de informações inverídicas, em verdadeiro desrespeito a falecida, seus familiares e a toda sociedade que merecem receber informações verdadeiras, pautadas na ética, bom senso e que respeitem a dignidade da pessoa humana.

Por fim, o CHAMA reitera o sentimento de solidariedade à família de Priscila Verissimo, ao tempo em que, lamenta profundamente as notícias veiculadas.

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