Na despedida de Zaílton, um canto em uníssono: vai ser eterno Zazá

Zaílton: um vivente e talento puro que não queria nada além, nada além demais para o coração.
Zaílton Sarmento: teu nome é saudade

Nesse mundo da intolerância em que as pessoas cultuam o fake, atacam a arte e o humano é a prova inconteste e real de que temos uma sociedade doente, que olha para o umbigo como se o seu reinado fosse.

Os músicos alagoanos que estiveram no velório e sepultamento do Zaílton Sarmento, em Maceió, deixaram a prova real de que a ignorância não é e jamais será maior que a arte.

Nem no grito e muito menos no desastre.

Nesse desastre que é a pandemia do coronavírus, doença que levou o artista Zaílton, a arte que chora é a arte que exalta a partida de um talento que, bravo, lutou intensamente para não partir.

Ensaiou, soprou, dedilhou e tocou no leito do hospital pedindo respeito a dor e ao talento natural.

Chorou e amou as presenças dos amigos que lá estiveram reverenciando e testemunhando a luta contínua de um amante da vida.

Como vivente de oração e talento puro não queria nada além, nada além demais para o coração.

Viveu com os amigos que tinha do real, da fantasia e da ilusão. Mas, viveu intensamente.

Do berço em que nasceu à cama do hospital.

Viveu lutando, tocando, ensinando arte e amor. Fazendo música, cantando louvor.

Quando parou, lá estavam violões, flautas, cavaquinhos, bandolins, surdos e tantãs. Eram maestros, músicos e cantores…

Com eles, vozes: baixos, barítonos, tenores, sopranos, contraltos e anônimos, uníssonos, cantando vai Zazá…

E Zazá foi ser eterno como o melhor da arte musical das Alagoas!

 

 

 

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