Após a proibição do uso do nome de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato ao cargo de presidente da República, reforçada mais uma vez no Tribunal Superior Eleitoral, o PT deve se ver obrigado nesta terça-feira (11) a anunciar Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, como candidato no lugar de sua maior liderança.
Lideranças do PT se reúnem em Curitiba, no que pode ser o último ato antes da substituição. A troca da cabeça de chapa deverá ser anunciada por meio de uma carta de Lula, possivelmente lida em ato organizado no acampamento de militantes próximo à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde o ex-presidente está preso há cinco meses.
A cúpula do partido já havia decidido que Haddad, atual vice, receberia a benção de Lula, preso na PF de Curitiba, para ser o candidato do Partido dos Trabalhadores, mas isto ficou mais evidente após a perda de um novo recurso.
A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, decidiu na noite deste domingo (9) encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o recurso extraordinário apresentado pela defesa do ex-presidente Lula, mas manteve esta terça-feira como a data-limite para a substituição.
No entanto, nada garante que os recursos serão julgados nas próximas horas. Se insistir com Lula após o dia de hoje, o PT corre o risco legal de ficar sem candidatura a presidente. Assim, para garantir a participação na disputa, o partido pode se ver forçado a anunciar seu novo candidato.
Em público, lideranças petistas mantêm o silêncio, mas não é segredo que o substituto deverá ser Haddad, o que ficou mais claro depois que ele foi escolhido por Lula para ser seu vice, em agosto.
Em pesquisa Datafolha divulgada ontem, Haddad teve 9% das intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro (PSL) e empatado tecnicamente com Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). No Datafolha de 22 de agosto, último em que seu nome apareceu, Lula tinha 39% e liderava com folga.














