17 de julho de 2024Informação, independência e credibilidade
Política

Renan Filho é reeleito Governador de Alagoas

Com aproximadamente 90% das urnas apuradas

A reeleição de Renan Filho (MDB) para mais quatro ano como Governador de Alagoas foi confirmada pelo TSE.

As urnas não foram totalmente atualizadas (até o momento), mas com mais de 77% dos votos válidos, o atual Governador não poderá ser superado pelos adversários.

Com aproximadamente 90% das urnas apuradas, os números estão assim:

Renan Filho (MDB): 77%
Pinto de Luna (PROS): 10,66%
Basile (PSOL): 7,38%
Josan Leite (PSL): 4,26%
Melquezedeque Farias (PCO): 0%

Sem Concorrentes

Suas chances aumentaram com Rui Palmeira (PSDB), longos meses antes, preferindo não sair da prefeitura de Maceió para se arriscar (e perder) na disputa eleitoral.

Ficaram mais claras ainda com a indefinição do candidato tucano. O nome que Palmeira e Rodrigo Cunha, candidato ao senado, seria o do vereador Eduardo Canuto. Estava praticamente definido que o ex-campeão mundial de luta livre lideraria a chapa, mas as convenções impediram.

Alguns vereadores tucanos foram contrários ao nome de Canuto, pois isso enfraqueceria as chances de alguns deles nas eleições municipais. Afinal, na agenda havia o cargo de Prefeito de Maceió como alvo.

Ameaçando abandonar o barco rumo ao governador emedebista, não houve alternativa a não ser ignorar Eduardo Canuto e atacar com Fernando Collor, do PTC. Uma surpresa inesperada e com Kelmann Vieira, presidente da Câmara de Vereadores, como vice na chapa.

Implosão Tucana

O senador Fernando Collor, que na eleição anterior ficou na chapa de Renan, rachou com os Calheiros. Comandando a Chapa com tucanos e Rodrigo Cunha e Biu de Lira como candidatos ao senado, chegou a ameaçar ao menos a evitar uma vitória do adversário no primeiro turno. Ele estava com mais de 20% dos votos válidos quando, em anúncio nas redes sociais, abandonou a campanha por falta de reciprocidade.

Tratado como um elefante no quarto, Collor era ignorado por Cunha e demais prefeitos do interior. O que havia sido prometido ao senador do PTC, não virou prática durante a campanha. Ele então chutou o balde, desistiu da candidatura. Com ele foram embora seu candidato a vice Kelmann Vieira e qualquer chance de vitória para os tucanos.

E a chegada do tampão Pinto de Luna (PROS) como novo candidato da chapa não mudou nada. Ajudou, aliás, na provável reeleição de Renan Filho já no primeiro turno. É de se imaginar o que aconteceria se Canuto não fosse mantido na disputa. A implosão não aconteceria. Há quem diga que essa detonação veio em forma de fogo amigo. A prova disso não demoraria muito: basta a gente conhecer as composições de chapa nas eleições municipais e, principalmente, as posições no tabuleiro dentro de quatro anos.