
As polícias civil e federal estão à procura de um golpista que vive no estado de Alagoas se passando por um fiscal do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-AL). Ele age extorquindo pessoas que executam obras para fins comerciais ou residenciais, prometendo regularizar a construção.
O presidente da autarquia, engenheiro civil Fernando Dacal, reforça que no ano passado cerca de 30 pessoas foram até a sede do Conselho Regional relatar abordagens do falso fiscal. “Por causa do número alto de denúncias, juntamos documentações de golpes já aplicados por ele em anos anteriores e registramos na Polícia Federal”, ressaltou Dacal.
Sua vítima mais recente foi a cabeleireira Gilvanete Felismino que estava reformando um ponto comercial e foi enganada pelo golpista em R$ 600,00. “ A obra já estava quase no fim tendo cumprido as exigências da prefeitura quando ele chegou e disse que havia irregularidades e que iria interditar a obra”, queixa-se ela.
A cabeleireira não sabe como o falso fiscal conseguiu telefone e endereço dela, e foi até a sua residência afirmando que tinha uns documentos para serem entregues, que era funcionário federal do Crea e que a construção seria embargada caso ela não regularizasse o serviço. “Ele chegou até a fazer um levantamento de quanto eu gastaria antes de aplicar o golpe. Uma média entre R$ 5.000,00 e R$ 7.000,00 e que poderia me ajudar. Eu falei que somente estava com R$ 600,00 e fui com ele até a agência lotérica fazer o saque. Mas fiz uma foto dele e anotei a placa do carro”, contou à polícia.
Ariel Almeida, chefe de serviço da delegacia da polícia civil de Alagoas, afirmou que foram recolhidas as imagens do falsário enquanto ele esperava a vítima sacar o dinheiro e que ele poderá ser preso por estelionato e falsidade ideológica por se passar como fiscal do Crea. “É com essas imagens que vamos chegar até ele”.
Dacal reafirma que a fiscalização do órgão trabalha uniformizada, carros tem brasão do Conselho e quando é lavrado um auto de infração a pessoa tem prazo dado para que seja feita a regularização. A taxa mais alta de uma ART custa R$ 180,00 e as transações são realizadas via Banco do Brasil.