24 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
Política

Médico chega após voo fretado de até R$ 680 mil e descarta cirurgia em Bolsonaro

Macedo estava de férias nas Bahamas e retornou ao Brasil para atender presidente, que estava com obstrução intestinal

O médico-cirurgião que atende o presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao hospital Vila Nova Star na manhã desta terça (4). Ele interrompeu férias nas Bahamas para avaliar o presidente, que estava com uma obstrução intestinal e internado na zona sul de São Paulo.

Entretanto, menos de uma hora após sua chegada, o médico-cirurgião já confirmou que não será necessário operar Bolsonaro. A obstrução no intestino se desfez de forma medicamentosa. A decisão já foi comunicada a colegas da equipe, mas ainda precisa ser confirmada oficialmente.

A previsão era de que Antônio Luiz Macedo chegasse de madrugada na capital paulista. Na entrada do hospital, ele não conversou com a imprensa. Em 2018, ele atendeu Bolsonaro após o episódio da facada.

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Macedo retornou ao Brasil após um voo fretado que custa entre R$ 340 mil e R$ 680 mil. O governo federal não respondeu se pagará o valor. Será avaliada a necessidade de uma cirurgia. Segundo o último boletim médico, o presidente Bolsonaro está estável e apresentou melhora clínica após o uso de sonda nasogástrica.

Internação

O presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou uma foto nas redes sociais, com uma sonda nasogástrica. Ele foi internado hoje no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, e passará por exames. Segundo o presidente, é possível que ele seja submetido a uma “cirurgia de obstrução interna na região abdominal”.

Bolsonaro relatou que chegou ao hospital por volta das 3h de hoje. Ele passou mal após o almoço de ontem (2). “É a segunda internação com os mesmos sintomas, como consequência da facada e 4 grandes cirurgias”, escreveu o presidente. Em setembro de 2018, durante a campanha presidencial, Bolsonaro foi alvo de um atentado a faca.

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Internado de madrugada por uma “suboclusão intestinal”, o quadro do presidente é estável. Segundo boletim médico do hospital, ele segue em tratamento e será reavaliado nesta manhã, mas não há previsão de alta.

Nova crise, nova obstrução

Há menos de 6 meses, em julho do ano passado, logo após dizer “caguei” pra CPI, o presidente ficou quatro dias internado no hospital Vila Nova Star para tratamento de uma obstrução intestinal. À época, foi descartada intervenção cirúrgica depois que o intestino voltou a funcionar.

Aquela internação aconteceu no pior momento da CPI, com o governo Bolsonaro sendo acusado de corrupção e genocídio em suas ações na pandemia. Desta vez, o presidente foi chamado de vagabundo e perdeu popularidade por não cancelar suas férias, apesar do desastre na Bahia.

O estado do Nordeste ainda enfrenta as consequências das fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias de dezembro: até o presente momento, foram registradas 25 mortes e 151 cidades estão em situação de emergência.