2 de março de 2024Informação, independência e credibilidade

Opinião

Eleição Presidencial: um ano depois

Eleição Presidencial: um ano depois

Expresso, Opinião
Por Caio Bruno* Às 19h56 do dia 30/10/2022, um domingo, com 98,91% das urnas apuradas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proclamou matematicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa à Presidência da República. No total, o petista conquistou seu terceiro mandato com 50,90% (60.345.999 votos) contra 49,10% (58.206.354 votos) do então presidente Jair Bolsonaro (PL) que foi o primeiro titular do cargo a não conseguir a reeleição. Encerrava-se então a disputa mais acirrada de nossa história. Se encerrava mesmo? Sim e não. Alimentados com teorias conspiradoras sobre o processo eleitoral durante os 4 anos de seu governo, assim que os resultados foram proclamados os apoiadores de Jair Bolsonaro saíram as ruas não aceitando a derrota do ex-militar. Em um primeiro momento,
35 anos da Constituição Federal: avanços e desafios

35 anos da Constituição Federal: avanços e desafios

Expresso, Opinião
Por Caio Bruno* Promulgada em 5 de outubro de 1988 nos ares da Nova República nascida do fim da Ditadura Militar (1964-1985), o texto foi escrito pela Assembleia Nacional Constituinte formada por deputados e senadores eleitos diretamente em 1986, entre eles quatro futuros presidentes (Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer) que governaram sob sua vigência. Nem tão progressista quanto os anseios da esquerda e dos movimentos sociais desejavam, mas também não conservadora suficiente para satisfazer por completo a direita e o Governo da época, a Constituição de 1988 é a mais avançada de nossa história em relação a direitos individuais e de minorias e de proteção social. Vem dela, por exemplo, a criação do SUS, um dos maiores sistemas de Saú
O que esperar de Barroso presidente do STF?

O que esperar de Barroso presidente do STF?

Opinião
Por Caio Bruno* Aparentemente (lembrem-se que o Brasil pode nos surpreender a qualquer momento) o fato de maior importância da última semana de setembro na política nacional será a troca de comando em um dos três poderes da República. Na quinta-feira (28) assume a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) o ministro Luís Roberto Barroso. Indicado ao tribunal pela então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2013, o magistrado substitui Rosa Weber que, ao completar 75 anos, se aposentará compulsoriamente da corte até o dia 2 de outubro. De perfil mais comunicativo que sua antecessora no cargo, Barroso coleciona ao longo de sua década de atuação no STF postura flutuante em temas espinhosos, principalmente durante o reinado da Lava Jato (2014-2019) sendo considerado um dos defen
Morador de rua: um drama que requer ação de prefeito, governador e sociedade

Morador de rua: um drama que requer ação de prefeito, governador e sociedade

Opinião
A desigualdade social no Brasil trouxe à mostra, clara e triste, o crescimento da população em situação de rua nas grandes cidades. E, lamentavelmente, sob o olhar desligado de grande parte da população e até de gestores públicos. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a população em situação de rua no Brasil cresceu 38% entre 2019 e 2022 e atingiu 281,4 mil pessoas. Eis que Maceió está inserida nesse contexto, sob o olhar omisso da maioria da classe política, gestores públicos e autoridades fiscalizadoras. Obviamente, que não há necessidade de ninguém sair atirando pedras em quer que seja, mas é fundamental que a sociedade como um todo passe a ter um olhar diferenciado, solidário e até de reprovação aos casos omissos. Coube a Arquidiocese de Mace
Por que tanto ódio? Homens espancam e pisam cabeça de mulher desmaiada

Por que tanto ódio? Homens espancam e pisam cabeça de mulher desmaiada

Blog, Marcelo Firmino, Opinião
Por que tanto ódio? É a pergunta que fica após percorrerem o mundo da internet as cenas de violência bárbara de dois homens espancando uma mulher na saída de um bar. A barbaridade foi tamanha que a mulher, após desmaiar de tantos socos e pernadas, ainda foi chutada várias vezes na cabeça, enquanto o corpo estava estendido no chão. De onde surgiu mesmo essa cultura do ódio, da brutalidade desmedida, desse comportamento medieval? As cenas tristes e monstruosas aconteceram no Distrito Federal, mas elas são comuns nos dias de hoje em qualquer parte do País. É como se a estupidez e o desamor estivessem dominando a humanidade. Ou, talvez, algo bem pior. O jornal Metrópoles, de Brasília, publicou o vídeo. Veja:      
Pergunte a um “patriota”: Ainda diz “eu não votei em ladrão”?

Pergunte a um “patriota”: Ainda diz “eu não votei em ladrão”?

Expresso, Opinião, Política
Todo brasileiro que não viveu em debaixo de uma pedra sabe que, nos últimos anos, aconteceu onda ufanista e "patriótica" que inflamou parte do eleitorado, levando estes indivíduos a abraçarem com devoção e, em até certo ponto, amor cego ao agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O outro candidato era Lula (PT), hoje presidente do Brasil. E no curral eleitoral de Jair, o mantra era de que estavam "fechados com o mito", literalmente bradando "eu autorizo" para seja lá o que o líder deles fizesse. "Não é corrupto", diziam. "Não voto em ladrão", afirmam alguns até hoje. Pois bem, aqui está uma série de indagações para aquele seu conhecido patriótico, que coloca bandeira do Brasil na janela de casa ou do carro e ostenta adesivos como o "não votei em ladrão".... Aos que sobrevivere
Comunicação é para o povo

Comunicação é para o povo

Opinião
Por Wendel Palhares* Esta semana, eu representei o secretário estadual de Comunicação de Alagoas, Joaldo Cavalcante, no 1º Fórum Nacional de Secretarias Estaduais de Comunicação, realizado em Salvador (BA). O encontro serviu para oficialmente criar o Conselho Nacional de Secom’s estaduais, com o objetivo de unir forças para sanar “dores” que são comuns provavelmente a todos os órgãos de comunicação dos governos estaduais. A primeira missão estabelecida foi a elaboração de mecanismos de combate à fake news, que possam ser adotados em conjunto. Hoje, há um gasto considerável de recursos públicos e de energia de assessores de comunicação estaduais para corrigir, desmentir e desmascarar desinformações lançadas contra o poder público ou políticas públicas. Lutas inglórias foram enf
Quantas toneladas são necessárias para ter o respeito da SMTT?

Quantas toneladas são necessárias para ter o respeito da SMTT?

Expresso, Opinião
Agentes de trânsito citados no caso de segunda (13) estavam nessa viatura O acidente entre um carro de passeio e um ônibus na Avenida Thomaz Espíndola, via das mais afuniladas de Maceió, deixou o trânsito ainda mais caótico, na segunda-feira (13), por volta das 17h40. Se fosse só pela batida (sem mortos, nem feridos), o que chamou a atenção de quem passava no momento foi o tratamento dispensado pelos agentes da SMTT a um dos envolvidos no sinistro. Imagine ser atingido por um veículo de 16 toneladas e 14 metros de comprimento que transporta passageiros. Imaginou? Ficaria nervoso? Agora tente se colocar no lugar do condutor do carro, que ao tentar passar informações ao agente de trânsito recebeu como “resposta” um posicionamento de total desprezo à sua condição emocional, sob ordens p
O que esperar do novo Congresso?

O que esperar do novo Congresso?

Opinião
Por Caio Bruno* A partir desta quarta-feira (1/2) os 513 deputados e 27 senadores eleitos em 2 de outubro de 2022 tomam posse e tem início a 57ª Legislatura do Poder Legislativo Federal. Os novos parlamentares, reeleitos ou não, chegam a uma Brasília com um novo presidente da República e sem a mesma configuração de poder e benesses de seus pares que encerraram agora os mandatos. Não há mais tanto poder do Centrão (por ora) e nem o chamado Orçamento Secreto, derrubado pelo STF em dezembro passado. Mas o que o Governo Lula 3 e a sociedade podem esperar desse novo Congresso? Com certeza para o petista será um cenário bem diferente do encontrado em seus dois primeiros mandatos onde entre altos e baixos obteve maioria tranquila. Dessa vez, os sinais são diferentes. A extrema direita bolso
Depois de relevar pedofilia, Câmara pode trazer de volta fogueira das bruxas

Depois de relevar pedofilia, Câmara pode trazer de volta fogueira das bruxas

Blog, Marcelo Firmino, Opinião
Extremamente curioso e preocupante o Brasil desses tempos turvos no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados se apressou para criminalizar os institutos de pesquisa de opinião pública, por que uma maioria parlamentar não concorda com os números da campanha presidencial. Essa maioria tem um lado. Se os números fossem prós, eles, certamente, não seriam contra os institutos. Falou mais alto o jogo de interesses. Mas, aí surge uma outra questão ainda mais polêmica de cunho muito mais dramático, no campo da dignidade humana e do assédio sexual que é a pedofilia - ou prática efetiva de atos sexuais com crianças. Eis que no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL),colocou para votação, em regime de urgência, o Projeto de Lei (PL) para criminalizar as pesquisa