Jesus está morrendo novamente: até quando vai durar esse sacrifício?

O feriado tão simbólico desta sexta-feira não pode se limitar a banquetes fartos, regados à sobremesa de ovo de chocolate

Há milênios, uma personalidade importante  pisou no planeta terra e, de tão expressiva, afinal era filho do Criador, alterou até mesmo a contagem do tempo neste mundo. Jesus Cristo, Ele mesmo,  o ser humano divino, cuja paixão e morte é lembrada anualmente nesta época de Semana Santa, fez um bocado de história e influenciou os fundamentos de muitas outras religiões.

Ele, afinal, era plural, falava da Doutrina  do Amor, que não cabia em cercas religiosas ou convenções de qualquer tipo.  Seus primeiros biógrafos, os chamados apóstolos Mateus, Marcos, Lucas e João, em diferentes passagens de seus relatos, apontaram traços diferenciais de Jesus que impedem qualquer rotulação restritiva.

Jesus pregava para doutores da lei e para minorias, apresentava-se como rei de um reino que não era deste mundo, inacessível, pois, a qualquer tentativa de dominação. O Mestre falava que se deveria “amar ao próximo como a si mesmo”, não discriminava, não apontava quem seria esse próximo.  Isso intrigava  os poderosos de plantão.

O assassinato de Jesus, em praça pública, como  anti-herói do seu tempo, às vistas de um  povo alienado e sob seus aplausos, parecia a saída perfeita para calar a voz do maior líder de direitos humanos que passou por esta terra.

Contudo, Ele sobreviveu. Sua Doutrina do Amor continua influenciando muitos seguidores nos quatro cantos do mundo, em diversas religiões ou mesmo fora delas.  Na luta contra os anticristos, que ainda crucificam as minorias, o feriado tão simbólico desta sexta-feira não pode se limitar a banquetes fartos, regados à sobremesa de ovo de chocolate.

Jesus está morrendo novamente: até quando vai durar esse sacrifício?

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