
Ao que tudo indica, o governo pretende continuar abraçado com Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo. Apesar do desgaste com as denúncias das candidatas laranjas e suas movimentações financeiras suspeitas, de acordo com o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) é “leal aos seus” e “mata no peito” mais esse problema.
“Na minha visão, sim, é desgastante. Mas ele Bolsonaro é muito leal aos seus e, portanto, segura a bucha e mata no peito. Ele se desgasta, mas não abandona soldado ferido para trás”. Major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado.
Por outro lado, Gustavo Bebianno, Coordenador da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro e ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência até fevereiro, afirmou que toda responsabilidade do diretório do PSL, acusado de desviar dinheiro com candidatas laranjas, é do atual ministro do Turismo e que passou por ele o repasse de dinheiro público do partido para quatro candidatas.
Bebianno, ex-presidente do partido não teve o mesmo amor que Bolsonaro nutre por Álvaro Antônio e passou por um processo de fritura pública, alimentado por Carlos Bolsonaro.
Coaf
Operações atípicas em contas bancárias de Marcelo Álvaro Antônio (PSL), ministro do Turismo de Jair Bolsonaro (PSL), foram apontadas no relatório do Coaf. O órgão do Ministério da Justiça indica ele como o maior responsável pelas candidaturas de laranjas do PSL, que movimentou R$ 1,96 milhão de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019.
Consideradas suspeitas, as movimentações dos depósitos e saques em dinheiro vivo apresentaram “atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade econômica-financeira”, além de movimentação de recursos “incompatível com o patrimônio, a atividade econômica, ou a ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente”.
O relatório diz que, no período analisado, Álvaro Antônio tinha como rendimento registrado apenas o seu salário líquido como deputado federal, de R$ 22,1 mil. E que a única empresa cadastrada em seu nome estava inapta na Receita Federal, pelo motivo de omissão de declarações.
Polícia Federal

No final de abril, a Polícia Federal em Minas Gerais diz já ter indícios concretos de que candidatas laranjas a deputada estadual e federal do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, mentiram na prestação de contas de campanha.
Dois meses após abrir inquérito, a PF realizou a primeira operação em endereços relacionados ao PSL de Minas Gerais, ligado ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.
Foi revelada pela Folha que o hoje ministro do Turismo de Jair Bolsonaro (PSL), Marcelo Álvaro Antônio, comandou um esquema de candidatas laranjas em Minas durante as eleições, quando comandava o partido no estado.
Álvaro Antônio nega ter patrocinado esquema de laranjas, e Bolsonaro diz que aguarda as investigações para decidir se mantém ou não seu ministro. A Polícia Federal vê elementos de participação de Álvaro Antônio na fraude.
O caso das laranjas do PSL é alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público em Minas e em Pernambuco e levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido nacionalmente em 2018.















