22 de outubro de 2020Informação, independência e credibilidade
Brasil

PF encontra dinheiro na cueca do vice-líder do governo Bolsonaro

Presidente havia dito que corrupção acabou e que daria voadora em quem fosse pego fora da linha

A Polícia Federal encontrou R$ 30 mil na cueca do vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR), nesta quarta-feira, 14, em Boa Vista.

Alvo de operação por desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil. Incluindo o que ele tentou esconder na bunda.

Leo Índio, primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, e o senador Chico Rodrigues (DEM-RR)

Em nota à imprensa, Rodrigues disse que tem “um passado limpo e uma vida decente” e afirmou nunca ter se envolvido em escândalos.

“Acredito na justiça dos homens e na justiça divina. Por este motivo estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate ao Covid-19 para a saúde do Estado”. Chico Rodrigues, senador com dinheiro escondido na cueca.

Bolsonaro

Vale lembrar, na semana passada o presidente Jair Bolsonaro anuncio o fim da Lava Jato, pois não havia mais corrupção em seu governo. E foi além, para delírio de seus apoiadores, ao dizer que “daria uma voadora” em quem seguisse fora da linha.

Por enquanto, Rodrigues deve deixar o cargo de vice-líder do governo. O argumento é que seria péssimo para a imagem de Bolsonaro manter o senador nesse posto depois do escândalo. A expectativa é a de que o próprio parlamentar entregue o cargo.

Desvio de recursos

A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, como parte da investigação que apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.

A Controladoria-Geral da União (CGU), que também faz parte da investigação, disse que a operação Desvid-19, realizada em Roraima, apura o “desvio de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações”.

Ainda segundo a CGU, as contratações suspeitas de irregularidades, realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, envolveriam aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate ao novo coronavírus.

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