17 de julho de 2024Informação, independência e credibilidade
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Que fé: Do pastor que estupra ao candidato que mata e manda matar

As contradições humanas alimentam a guerra de interesses pelo poder e a cobiça

Não há como entender nem justificar as contradições humanas. Em grande parte, elas transcendem a fé, o sentimento, o desejo e a falta de caráter. Elas geram a intolerância, o ódio e a doença.

A época é muito propícia para tanto. Momento de eferverscência política, concepções dogmáticas, histeria religiosa e as corruptelas explícitas do cotidiano, que vão sendo deixadas ao lado, ora pela insensatez, ora pela insensibilidade.

Assim, vem a notícia de pastor religioso que é preso por estuprar uma criança. Um pai, ou padrasto que cometeu o mesmo crime contra as filhas. Sem falar na guerra do Vaticano, onde Papa é acusado de ter protegido cardeais que abusaram do assédio sexual dentro da igreja.

E eis que os candidatos falam de Deus o tempo todo, mas pisam no pescoço da mãe, se as câmeras não estiverem por perto, para alcançarem objetivos eleitoreiros. Mandam dar surras e até matar adversários pela mesma razão.

Candidato vai um debate político e defende a matança de 30 a 40 pessoas para combater a violência e é aplaudido. E as barbaridades seguem por aí…

Nada disso é fato novo. O ser humano gosta do poder, da cobiça. Em nome disso é capaz de qualquer atrocidade e ainda vai continuar falando da “fé em Deus”. E com a maior cara de pau. E há quem acredite. Ou seja, tem plateia para todos os gostos.

Isso desde as ditas “guerras santas” na antiguidade. Só interesses.

Não há pessimismo no que está sendo dito. Há constatação de trajetória humana. Consenso nisso tudo não haverá nunca, por que implica em valores e estes passam muito pelo fórum íntimo. O que me causa asno, muitas vezes é compartilhado como grande feito por outros…

O certo é que a todos nós é dado o livre arbítrio de separar o joio do trigo no contexto da humanidade.

E a época também é excelente para maturação do mundo que vivemos aqui e agora. Época de alimentar o sonho, de transformação, de olhar-se a si próprio.

Talvez tempo de acordar. Que seja como disse o poeta na canção:

“E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando,
As visões se clareando, ate que um dia acordei”.