23 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
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A música é terapia para todas as dores. E viva Zailton Sarmento!

Emocionante a homenagem aos pais, prestada pela TV Gazeta, no AL TV deste sábado, focada em pacientes em tratamento da Covid-19, isolados de seus familiares, em hospitais do estado. Já falei, aqui, em outra oportunidade, sobre a importância de ações humanísticas agregando valor emocional ao tratamento convencional; suavizando a crueldade dessa doença, que lhe obriga a ficar isolado, longe do convívio familiar.

Não tenho conhecimento científico sobre os resultados dessas práticas na melhoria da saúde de pacientes, mas tenho um olhar atento que enxerga emoção, felicidade, alegria nos olhos de quem vive os medos, as angústias e o isolamento dessa doença e, de repente, se depara com rostos queridos ali, bem pertinho, separados apenas por uma porta de vidro. Ou de quem está há semanas, meses, sem poder receber visitas e é contemplado com uma chamada de vídeo, com notícias de casa. Como deve ser bom, num momento como este, saber notícia da família, dos amigos. Imagine poder, por alguns instantes, quebrar a frieza do ambiente hospitalar, fazendo aquilo que você mais gosta. Música, por exemplo.

Nas homenagens de hoje, deparei-me com o rosto conhecido de  Zailton Sarmento, um dos mais talentosos músicos que Alagoas gerou, fazendo um dueto com o filho (também Zailton), tocando escaleta no leito hospitalar. Um zoom na expressão de felicidade que transbordava nos olhos do músico, internado há mais de dois meses, com coronavírus e outras complicações de saúde. Sua ligação com a música é profunda. E acompanhado pelo filho, em comemoração ao Dia dos pais, é que é mais ainda. Tem terapia melhor? Tem presente melhor, numa data tão especial e num momento tão atípico e doloroso que estamos vivendo?

Mais do que a homenagem (merecidíssima, por sinal), melhores são as notícias que ela nos trouxe. Zailton está bem. Passou maus momentos na luta para vencer a doença, e venceu! Está curado da Covid-19, segundo foi divulgado. Resta o controle de outras comorbidades, que ele também há de vencer, para voltar logo pra casa e recomeçar.

Zailton é forte; persistente como já provou em outras situações parecidas. E ama o que faz, te tal forma e sempre e tanto, que traz no amor pela música, a capacidade de se superar.

Em tempos de plateia virtual, o público presente no ambiente restrito do hospital – vizinhos de leito e de agruras e seus consoladores, os abnegados profissionais de saúde – sentiram-se representados na  pequena apresentação dos Zailtons (pai e filho). Aplausos!

Viva a música! Viva ‘Zazá Maravilha’!

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