25 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
Mundo

Estudo aponta que pico de transmissão da Ômicron acontece entre 3 e 6 dias após os sintomas

Pesquisa feita no Japão abre nova perspectiva no momento em que países como EUA e Brasil diminuíram o tempo de isolamento dos infectados

Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão indica que a variante Ômicron atinge seu pico de transmissibilidade entre três e seis dias após aparecerem os primeiros sintomas ou do diagnóstico.

Anteriormente, se considerava que o momento de maior concentração do vírus acontecia 24 horas antes dos sintomas e cerca de 48 horas após.

A nova perspectiva é importante principalmente por ter sido revelada em um momento em que países como EUA e Brasil diminuíram o período de isolamento dos infectados. Com a nova variante veio também um aumento considerável no número de casos registrados diariamente, o que vem prejudicando as atividades de diversas áreas, inclusive com o afastamento de muitos trabalhadores da saúde.

O estudo, iniciado em dezembro de 2021, abordou apenas casos positivos para a Ômicron. Foram coletadas 83 amostras de 21 pessoas, sendo 19 vacinadas. Do grupo, 17 eram casos leves e quatro assintomáticos.

“A quantidade de RNA viral foi mais alta em 3 a 6 dias após o diagnóstico ou 3 a 6 dias após o início dos sintomas e diminuiu gradualmente ao longo do tempo, com uma diminuição acentuada após 10 dias desde o diagnóstico ou início dos sintomas”, afirmam os pesquisadores.

Há divergências

Salmo Raskin, geneticista e diretor do Laboratório Genetika, de Curitiba, alerta que outros estudos apontam que o pico da infecção pela Ômicron se dá em outro momento.

“Há estudos falando exatamente o contrário: que o período mais infectante da Ômicron é de um dia antes até dois dias depois dos sintomas. Se o artigo do Japão estiver certo, a diretriz do CDC (dos EUA) de cinco dias vai por água abaixo e estariam liberando pessoas que transmitem o vírus até o décimo dia”, alerta.

 

Com informações de O Globo