28 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
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Ministra da agricultura diz que alimentos vão ficar mais caros no País

Segundo ela as previsões estão sendo feitas em consequência da guerra da Rússia contra a Ucrânia

Ministra prevê aumento de preços dos alimentos no País

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 02, que os alimentos ficarão mais caros no país, mas que o aumento dependerá da escalada da guerra no leste europeu.

“Isso tudo depende, se a guerra acaba hoje ou amanhã, é um impacto. Se ela continuar por muito tempo, é outro. A gente tem que diminuir esses impactos. Achar alternativas de ter fornecimento, abastecimento. O preço é o mercado, o trigo subiu nas alturas por quê? Porque a Ucrânia é um grande produtor de trigo, então influencia no mercado global”.

A ministra pontuou que a pasta procura maneiras de reduzir os impactos.

“O preço, a gente acha que terá uma alta sim, quanto? A soja já subiu, já caiu um pouco, o milho já subiu, já caiu um pouco. Isso é uma commodity. A gente tem que acompanhar e diminuir os impactos que poderão ter.”, relatou.

Sobre os fertilizantes, a ministra afirmou que o setor privado confirmou “estoque de passagem para chegar até a próxima safra, em outubro” e que articula a exportação com outros países produtores de potássio como o Irã, Arábia Saudita e Canadá, país no qual desembarcará no próximo dia 12. E emendou que a safra atual já foi plantada, e os insumos, utilizados.

“Estou indo dia 12 para o Canadá. Essa viagem já ia ocorrer, mas foi confirmada agora, que temos conversa mais firme com nosso maior exportador de potássio. Quero deixar uma mensagem de equilíbrio. A safra brasileira desse momento, a safrinha, já está acontecendo. O que precisava de fertilizante já plantou”.

E afirmou que, no momento, não há nenhum navio retido com fertilizantes. “Não tem nenhum navio retido. Não existe ainda nenhuma notícia de que alguns navios tenham sido embargados, e não poderiam sair de lá”, pontuou.

A dirigente do ministério observou ainda que a pasta conta com o plano A e o plano B. “O plano A é buscar outros parceiros, que a gente terá que importar quantidades menores, mas serão importantes”, disse.

Já o “B”, seria a realização de ações junto a propriedades rurais para diminuir o uso dos insumos e, ainda assim, manter a produção.

“Existe uma série de tecnologias, menos fertilizantes, tudo isso vai ser colocado, temos que ter calma, equilíbrio, a agricultura brasileira é forte, vai continuar forte, mas temos que dar alternativas e condições para continuar trabalhando”, prosseguiu a ministra.