24 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Moradores furam quarentena para fazer festa e maré leva carros de luxo

Uma caminhonete Mitsubishi modelo Triton, avaliada em R$ 149 mil, e um Audi Q3, de R$ 179 mil, atolaram às 6h da manhã, onde só é permitido ficar das 7h às 19h

Furar a quarentena saiu caro. Além da incerteza de contaminar a si mesmo e pessoas próximas, uma coisa é certeza: teve quem sentiu no bolso as consequências de realizar uma festa durante uma pandemia.

Dois carros de luxo, avaliados em mais de R$ 100 mil cada, atolaram no início da semana, na praia de Atalaia, em Salinópolis, a 213 quilômetros de Belém, no Pará.

Segundo o Detran local, os motoristas amanheceram na areia, violando o decreto que restringe o horário de permanência, que é entre as 7h e as 19h no Pará, em razão da pandemia do novo coronavírus.

E a punição veio de forma severa: a maré subiu e cobriu parcialmente os veículos. A água chegou praticamente ao teto de um deles. Os automóveis eram uma caminhonete Mitsubishi modelo Triton, avaliada em R$ 149 mil, e um Audi Q3, de R$ 179 mil. Ninguém se feriu.

“A situação começou quando o condutor do Audi não percebeu a forte maré no local e atolou. O proprietário da caminhonete Triton tentou ajudar, mas também acabou com o veículo atolado”. Nota do Detran/PA.

O Departamento de Trânsito foi acionado para ajudar no resgate dos carros, mas nada pode ser feito, pois havia risco para as viaturas. Um trator tentou puxar os carros, mas eles só foram rebocados quando a maré baixou.

Além da proibição da permanência de banhistas após às 19h, a prefeitura determinou o distanciamento social entre os grupos familiares e o impedimento de som automotivo nas praias. No último boletim divulgado pela prefeitura, de 22 de julho, o município contabilizava 508 casos confirmados de covid-19 e 39 óbitos.

“A entrada de carros na praia é cultural do banhista paraense. Os motoristas devem tomar cuidado porque existe uma orientação sobre o limite para o carro avançar, mas o pessoal é teimoso demais. A maré não leva para alto mar. Ela cobre e depois, quando baixa, são rebocados”. Júlio Vieira, secretário de Turismo de Salinópolis.

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