14 de maio de 2021Informação, independência e credibilidade
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Vereador abre caixão lacrado para ‘provar’ que homem não morreu de Covid-19 e expõe desumanidade

A era do espetáculo, sobrepondo-se à razão, está nos levando a um limite perigoso.

Essa atração pelo grotesco, concretizada com a eleição de blogueirinhos imbecis, está despertando o inseto que existe em certos humanoides.

O negacionismo bolsonarista não tem cara, idade e, muito menos, partido político.

Por isso, me espanta que um vereador filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) tenha protagonizado uma das cenas mais dantescas da história da humanidade.

Em um vídeo, que viralizou, a besta abre o caixão de um idoso a faca, que estava lacrado, para “provar” que o homem não morreu de Covid-19. O nome dele é William Faria, de Santa Bárbara do Leste, município de Minas Gerais.

Veja:

Questiono: cadê a prova de que a morte não foi por Covid-19? Não tem como provar, não há exame que ateste. Mas,o vídeo foi gravado e o estrago já está feito. Muita gente vai compartilhar e o projeto de sabotagem de qualquer política de combate ao novo coronavírus ganhará a adesão de mais zumbis.

No vídeo, o animal alega que o homem não morreu por Covid-19, mas, sim, por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Não sabe ele que este é um dos principais sintomas da doença provocada pelo novo coronavírus. E que todo caso suspeito deve ser tratado como o idoso o foi, sendo o caixão lacrado e o corpo em um invólucro, como forma de prevenção.

O PT reagiu, ele responderá ao Conselho de Ética do partido. A deputada Maria do Rosário (RS) anunciou pelas redes sociais que pedira a expulsão do cidadão dos quadros do Partido dos Trabalhadores.

Segundo o Estado de Minas, a Prefeitura de Santa Bárbara do Leste lamentou e informou que o fato é de total responsabilidade do vereador. “Ele chamou ao cemitério uma representante da Vigilância Sanitária que ficou sem ação diante do fato, pois, quando chegou ao local, o caixão já havia sido aberto. E, por pressão do vereador, a funcionária ficou sem ação e concordou com ele com relação ao enterro. Porém, a definição de protocolos referentes a funerais cabe ao estado e não ao município”, informou, em nota.

A Câmara de Vereadores disse, por meio da Presidência, que o cidadão será ouvido em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

O importante é que esta bizarrice não fique impune. A aplicação da lei amansa esses covardes. Vide Flávio Bolsonaro, que agora defende a vacinação dos senadores para dar prosseguimento a CPI do Genocídio no Senado.

Se apertar mais, essa raça defende até lockdown nacional, com auxílio de um salário mínimo por pessoa.