20 de abril de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Governador diz que Bolsonaro engana o povo com dados distorcidos

Wellington Dias que transferências constitucionais e benefícios previdenciários não são benesses de governo

Wellington Dias, governador do Piauí, diz que Bolsonaro divulga dados distorcidos para confundir e enganar a população

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), foi às redes sociais e partiu para cima de Jair Bolsonaro (Sem Partido), que tem divulgados dados distorcidos sobre repasses do governo federal aos estados durante a pandemia em campanha contra o isolamento social decretado para conter o agravamento das contaminações na segunda onda do coronavírus.

“O presidente da República confunde e engana a população ao informar dados distorcidos”, afirmou o piauiense, que ressalta que “as transferências constitucionais obrigatórias e os benefícios previdenciários não podem ser vistos ou divulgados como ação extraordinária do governo federal”.

Indignado com a postura do presidente, que tenta culpar governadores pelo caos que ele próprio provocou no país durante a pandemia do coronavírus, Dias diz que “estamos à beira de um colapso nacional na rede hospitalar”.

“Estamos à beira de um colapso nacional na rede hospitalar. Chegamos a 255 mil óbitos no Brasil, mais de mil pessoas morrendo por dia e milhares sofrendo em hospitais lotados. Em que contribui atitudes como esta do presidente?”, indaga.

Flávio Dino

Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) foi à rede rebater a informação e disse que “o valor ‘informado’ (R$ 36 bilhões) equivale quase ao dobro do orçamento do Estado em 2020”. “Vamos ter que, mais uma vez, entrar na Justiça por essa vergonhosa fake news”, afirmou o maranhense.

Segundo Dino, Bolsonaro faz “contas malucas” para agredir a verdade e atingir os governadores.

“O presidente da República insiste em agredir a verdade para tentar atingir os governadores. Ele está postando contas malucas sobre recursos enviados aos estados, misturando com municípios, recursos de FPE, FPM, auxílio emergencial etc. Em suma, é um irresponsável”, escreveu

One Comment

  • Com efeito, em sendo assim e assim sendo, enquanto o MS (ou o Presidente) for compelido ao repasse “antecipado referente a 90 dias” – num total de R$ 100,8 milhões de reais – aos estados e municípios que possuam os tais “21 mil leitos de UTI’s “criados” pelos “empáticos governadores e prefeitos fraternos e solidários ou preocupadíssimos com a saúde da população”, todos daquela “tchurminha do quanto pior, melhor” ou afeitos e adeptos do “fiquem-em-casa” e “a economia a gente vê depois” iremos ter sine die ou ad perpetuam o “salutar, benéfico e salvador científico lockdown”.

    Enfim, daí ou bem por isso, exigirem a mantença dos adjutórios mensais (auxílios emergenciais) aos comensais, que estão em casa, mas não deixam nem querem os dignos, decentes, honrados e honestos laboriosos labutando em seus labores, os quais, no mais da vez, fazem coro com os lacradores e celebridades ou são a imensa maioria dos servidores públicos ativos e inativos, que auferem em home office (trabalho remoto) igualmente ao presidente da Petrobrás ou os professores federais, estaduais e municipais que “não querem se arriscar ao vírus letal”, nas escolas e universidades; embora os dos tais “serviços essenciais” (médicos, enfermeiros, auxiliares ou serviçais e técnicos de saúde, bombeiros e policiais ou guardas municipais e os entregadores (de Foods) se arrisquem, com ou sem máscaras; ou não?

    Mais: quem controla todos esses repasses e seus efetivos gastos, efetivamente?

    Acorda, Bolsonaro!

    Abr

    *JG

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