25 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
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2022, o ano que não deveria existir

O último ano-novo foi bem diferente. As pessoas pareciam desejar que 2022 acabasse logo, mesmo antes de começar.

O motivo? Sempre ele, Jair Messias Bolsonaro. Este é o último ano do mandato presidencial e nunca o fim de uma era das trevas foi tão desejado.

A expectativa de que o mal seja vencido e as maldades em sequência dessa gestão faz grande parte das pessoas quererem pular 2022 para 2023.

Ninguém aguenta mais tanta desumanidade, falta de empatia e teimosia.

Além do mais, a coisa anda tão difícil que 40% da população brasileira deixou de comprar roupas, sapatos e eletrodomésticos para poder pagar as contas de gás e luz, segundo reportagem exibida no Fantástico.

Esses números são de pesquisa encomendada pelo Instituto Clima e Sociedade ao Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria).

O estudo revela que o gasto com gás e energia elétrica já compromete metade ou mais da renda de 46% das famílias. A situação é mais grave nas regiões Norte e Nordeste.

O Fantástico mostrou o caso da comerciante Adriana Teixeira Santos, que mora em São Paulo com o marido e dois filhos. “Em abril de 2021, ela pagava R$ 20,66 de luz; agora, R$ 141 reais – um aumento de mais de 500%”, diz a reportagem.

Mas não precisa ver TV pra constatar essa realidade. Basta ver os nossos próprios boletos e comparar.

Estamos empobrecendo. As contas básicas estão consumindo grande parte de nossa renda. A população já não aguenta mais e volta a depositar esperanças na próxima gestão.

Por isso, 2022, vá embora logo e nos traga de volta a esperança.