15 de agosto de 2022Informação, independência e credibilidade
Política

Após protestos, Defesa Civil de Maceió inicia cadastro de famílias que não estavam em abrigos

Cronograma passará por todos os bairros atingidos pela inundação da Lagoa Mundaú

Nesta quarta (20): Defesa Civil de Maceió inicia no Bom Parto cadastro de famílias que não estavam em abrigos
Agentes irão em cada residência nos bairros atingidos. Foto: Célio Junior/Secom
A Defesa Civil Municipal (DCM) inicia nesta quarta-feira (20), os cadastros das famílias atingidas pelo recente transbordamento da Lagoa Mundaú, em decorrência das fortes chuvas, para receber o auxílio emergencial, que já está sendo pago pela Prefeitura de Maceió.

Este cadastro, em específico, vai contemplar as famílias que não estavam alojadas nos abrigos, mas que foram para a casa de parentes e amigos e, após o recuo da lagoa, voltaram para suas residências.

Finalizada a etapa de cadastro, as famílias serão encaminhadas para a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) para que seja efetivado os próximos passos e informado quando será realizado o pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 500,00.

Leia mais: Governo de Alagoas pagou Auxílio Chuvas a mais de 7 mil famílias vítimas das enchentes

Isso aconteceu um dia depois de moradores do Vergel e Bom Parto protestarem contra a Prefeitura de Maceió por demoras na assistência aos desabrigados e vítimas das chuvas que atingiram a capital alagoana no início deste mês.

O ato, em frente à praça dos Martírios, deixou o trânsito lento em ruas do Centro. O objetivo do protesto foi cobrar o auxílio prometido pela Prefeitura Municipal de Maceió para as famílias desabrigadas ou desalojadas.

A chuva provocou uma cheia que invadiu residências de quem mora próximo das lagoas de Maceió, como no bairro do Brejal, Bom Parto e Levada, do Vergel e outros.

Atuação

Os agentes da Defesa Civil de Maceió irão em cada localidade, previamente mapeada, para realizar os cadastros nas residências atingidas. De acordo com Geraldo Vasconcelos, coordenador-adjunto da DCM, o trabalho do Município tem sido pautado na reconstrução da moradia das famílias afetadas.

“Iniciaremos este cadastro pelo Bom Parto, um dos bairros onde calculamos um número maior de afetados. Nossa atuação é justamente para que essas famílias possam garantir o auxílio emergencial e reconstruam suas vidas”.

O transbordamento atingiu casas dos bairros margeados pela Lagoa Mundaú e deixou mais de 6.000 desabrigados e desalojados.

Cronograma da Defesa Civil

20/07 e 21/07 – Bom Parto;

22/07 – Vergel;

23/07 – Levada e Ponta Grossa;

25/07 – Trapiche da Barra e Pontal da Barra;

26/07 – Flexal de Baixo e Fernão Velho;

27/07 – Rio Novo e ABC.

Ajuda humanitária

Concomitante aos cadastros, outras equipes continuarão as entregas da ajuda humanitária que iniciou em 7 de julho, no Flexal de Baixo, com a entrega de colchões, cestas básicas e kits dormitório, higiene pessoal e limpeza.

Famílias dos bairros atingidos pela inundação recebem ajuda humanitária. Foto: Alisson Frazão/Secom
Famílias dos bairros atingidos pela inundação recebem ajuda humanitária. Foto: Alisson Frazão/Secom

A Semas já cadastrou mais de 3 mil famílias que ficaram em abrigos e, dessas, quase 2.500 já receberam o aluguel social no valor de R$ 250 e/ou o auxílio emergencial no valor de R$ 500.

A Prefeitura trabalhou em regime de urgência para cadastrar os afetados pelas chuvas no menor tempo possível e conseguiu entregar os primeiros cheques menos de 10 dias após o transbordamento da Lagoa Mundaú.

Além disso, mais de 4.500 pessoas tiveram a assistência do Município durante o período de abrigamento, durante o qual receberam alimentação, colchões, kits de dormir e de higiene e outros itens de necessidade básica.