27 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
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Brasil vai perder R$ 230 milhões anuais ao isentar o imposto das armas

Enquanto isso, pais de famílias pagam 12% de impostos para compra dos livros didáticos dos filhos

Armas: imposto zero para quem quiser comprar

Ao isentar de impostos a importação de armas (revólveres e pistolas) no País, o governo Bolsonaro deixará de arrecadar anualmente, a partir de janeiro do próximo ano, R$ 230 milhões para os cofres da União.

Eis aí, portanto, uma renúncia fiscal aberrante que tipificaria a improbidade administrativa.

Se estivessem funcionando com altivez e com independência as instituições e os órgãos de fiscalização, teriam, portanto em mãos, um caso de prevaricação de sua excelência o presidente da República para o devido processo legal.

Há muita gente comemorando o fim do imposto das armas. Muito mais ainda os milicianos e os traficantes do País, notadamente, do Rio de Janeiro, centro das milícias que matam e roubam todo o tempo e tempo todo, com o patrocínio de lideranças políticas financiadas por eles mesmos.

O contraponto nessa história está exatamente na educação. Em janeiro, prefeitos e governadores vão pressionar pela volta das aulas presenciais. Se a situação da pandemia estiver menos grave, certamente as escolas serão abertas.

Só que escolas e alunos vão precisar de livros. Principalmente os estudantes cujos pais terão que correr às livrarias com relações de material didático nas mãos para garantir a educação dos filhos.

Na hora da compra desse material, pais e mães de família terão que desembolsar 12% do valor total da compra que é a taxa do imposto dos livros.

O pior de tudo é que não apareceu ninguém no Congresso Nacional para propor o imposto zero para os livros, tal como Jair Bolsonaro fez com as armas.

Mais do que nunca está em alta àquela tradicional pergunta: -Que País é esse?