21 de junho de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Miliciano morto na Bahia integrava organização criminosa de Flávio Bolsonaro

Segundo o Jornal Nacional, o miliciano Adriano da Nóbrega era da organização do esquema de corrupção no gabinete de Flávio

Miliciano Adriano da Nóbrega era um dos operadores do esquema de corrupção armado por Queiroz e Flávio Bolsonaro

O Jornal Nacional, da TV Globo, exibiu com exclusividade nesta sexta-feira, 6, novos detalhes da denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na quarta-feira, apesar das ameaças de multa e da notícia-crime aberta pelo filho do presidente Jair Bolsonaro contra os apresentadores Renata Vasconcellos e William Bonner.

“A denúncia do Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro, do Republicanos, afirma que o miliciano Adriano da Nóbrega fazia parte do esquema da ‘rachadinhas’ na Assembleia Legislativa do Rio”, afirmou Vasconcellos na abertura da matéria.

Segundo a reportagem, de Arthur Guimarães e Hélter Duarte, o Ministério Público considera que o Adriano da Nóbrega – morto em fevereiro deste ano durante operação policial na Bahia – integrava o núcleo executivo da organização criminosa montada no gabinete do então deputado e operada pelo ex-policial Fabrício Queiroz.

Adriano da Nóbrega era procurado pela polícia do Rio de Janeiro, acusado de ser um dos matadores da veradora Marielle Franco e do motorista Anderson.

Denunciado – O senador Flávio Bolsonaro foi denunciado no esquema de corrupção  pelo Ministério Público (MP) por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O senador seria o líder do esquema de corrupção conhecido como “rachadinhas” montado em seu gabinete na época em que era deputado estadual. Segundo o MP, esquema consistia na apropriação dos salários de assessores, pagos com dinheiro público, e lavagem desses recursos através de uma organização criminosa.